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Aroldo Vasconcelos

FRANCISCO AROLDO - Economista, professor, consultor, palestrante, assessor parlamentar, analista de projetos públicos e privados; Foi presidente do Conselho de Economia de Rondônia; Foi Conselheiro do COFECON por Rondônia​; ​Foi Diretor Regional do SENAR em Rondônia;

Superação da Violência é possível, com fraternidade e ética - Por Aroldo Vasconcelos

12/01/2018 - [09:37] - Opinião

 
Ainda no final do ano passado pude conhecer o material criado pela CNBB - Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil, órgão da Igreja Católica com sede em Brasilia-DF, sobre a campanha da fraternidade para o ano de 2018 que terá o tema e o lema voltados para uma questão social muito importante para todos e para todas que estão vivendo especialmente as oportunidades e dificuldades do meio urbano: a violência crescente e irracional que anda imperando há quase vinte anos nesse país.

​É fato que existem fatores, causas e contextos diferentes nos quatro cantos do Brasil continental e muitos de nós afirmam categoricamente que existe ausencia de gestão pública efetiva e decente, mas o problema requer mais qualidade e quantidade de envolvimento social de todos os atores locais, regionais, nacionais e que possam acudir a uma orquestra interessada em mudanças, não apenas ao calor das noticias de determinada semana onde ocorrem os descalábrios; quando por exemplo explode uma rebelião, ou quando alguém toca fogo em mendigos, indios ou quando adolescentes se esfaqueiam em patios escolares - a coisa é mais profunda.

​Com a chegada do novo milênio e com as mudanças de gestão e dos ideais dessa gestão desde o ano 2000, podemos observar - mesmo sem números, até porque eles não estão disponíveis com facilidade, que acidentes de transito, mortes por espancamento, disputas de terras, invasões de prédios e casas populares em construção, brigas de final de semana e agressões a mulheres, especialmente negras e empobrecidas (marginalizadas) são frequentes a ponto de nos últimos cinco ou seis anos não incomodar mais aos gestores de politicas públicas, parece que estamos todos começando a acreditar que isso "é assim mesmo".

E não é.

Não é para isso que estamos aqui no plano material, nascemos, como disse Jesus há dois mil anos para nos respeitarmos e nos tratarmos enquanto irmão. A fraternidade humana precisa desse arquétipo para se propagar no tempo, caso contrario pela ação irracional estaremos sempre nos diminuindo e sobrepondo as oportunidades do próximo e dos nossos filhos e netos.

É urgente a necessidade de pararmos tudo o que estamos fazendo (e que acreditamos que é muito importante) para darmos diligencia a descobrir, analisar e aceitar que temos sim muitas diferenças, mas que precisamos trabalhar como irmãos para o nosso próprio bem. A criação de conselhos comunitários, grupos de discussão e ação e o apoio ás autoridades para enfrentar as sombras de algum mal que esteja pairando é questão de sobrevivência e de harmonia frutuosa para todos na sociedade, caso contrário em pouco tempo estaremos numa sociedade desequilibrada como há tantas espalhadas pelo mundo atualmente.

A campanha da fraternidade chega a nós em fevereiro, logo após o carnaval, e dedica-se a debater e apontar algumas soluções para a nossa realidade local, participe e envolva-se é uma atividade social e de caráter humanizador pautado em estudos e ações já concretas em algumas cidades do pais e que podem vir a ser implantadas aqui em Porto Velho e no estado de Rondônia.

Vamos cuidar do que é essencial, viver como irmãos e ver o futuro em nossos netos.

Tag's: Opinião, CNBB


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