Sexta-feira, 17 de março de 2023 - 08h32

Climatologistas
sinalizam para o fim do fenômeno La Niña e suas chuvas enquanto supõem que seu
alternativo El Niño trará seca – e talvez um dia a seca final, que vai destruir
a floresta. Como são fenômenos da natureza, com origens e causas ainda não totalmente
conhecidas, seria o caso de deixar devastar, já que em um hipotético e
apocalíptico futuro tudo deixará de existir? Seria atitude maluca e
irresponsável, equivalente a matar pessoas com base no argumento de que elas vão
morrer de qualquer jeito.
Quando
se anunciou que em janeiro deste ano a Terra estava ameaçada por um asteroide
que passaria muito perto, felizmente, não houve o desespero causado pelo Cometa
Halley em 1910, quando religiosos acreditavam que seria o “fim do mundo”. Ao
voltar, em 1986, com exceção de alguma seita desinformada, já se sabia que não faria
qualquer diferença. Também o asteroide de janeiro passou em brancas nuvens, sem
problemas.
É
certo que o futuro impacto de asteroides na Terra poderá causar danos imensos,
mas existe um mapeamento de ocorrências e há soluções já previstas. Também para
os fenômenos climáticos a receita é isolar as crendices que se alimentam do
pânico e da desinformação e investir na pesquisa científica. No fim das contas,
não são os céus que ameaçam o planeta: é o crime impune, a prevaricação, as
vistas grossas. Cabe à humanidade conjurar seus próprios demônios, porque do
céu eles não virão.
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Comissão
especial
A Câmara Municipal de Porto Velho formou uma
Comissão Especial de Inquérito destinada a apurar a implantação dos valores estratosféricos
da nova planta genérica de imóveis, base do reajuste brutal do IPTU na capital.
Duro acreditar em algum resultado deste organismo, já que a comissão tem
maioria de edis submissos aos interesses do prefeito Hildon Chaves, que
inclusive votaram a favor do polêmico reajuste. Com tantos equívocos, esta
comissão precisa responsabilizar também a empresa contratada para confeccionar
a planta de valores. Será que ela será punida ou será protegida pelos vereadores?
A
representatividade
Com parlamentares mais eficientes na sua
bancada federal e com o PT mais forte no vizinho estado, os acreanos têm conseguido
emplacar mais cargos federais importantes do que o nosso amado estado de
Rondônia nas esferas federais. Eles contam até com ministério. Tem sido assim
através dos tempos e mesmo com o Acre tão bolsonarista como Rondônia no pleito
do ano passado, a tradição de prestigiamento tem seguido em frente Só um Confúcio
não faz verão para Rondônia no Congresso Nacional.
Chororô
em Brasília
Começou o chororô dos prefeitos brasileiros com
o encontro nacional da Frente dos Prefeitos realizado em Brasília. O final do
mês será a vez do fórum da Confederação Nacional dos Municípios que também
contará coma presença do presidente Luís Inácio Lula da Silva. A luta é por
mais recursos e os prefeitos também aproveitam a estada em Brasília, aproveitando
suas polpudas diárias para percorrer os gabinetes dos deputados federais e
senadores buscando captar recursos oriundos de emendas parlamentares.
As
invasões
Depois de 17 invasões de terras no país nestes primeiros
meses do ano, uma delas numa propriedade de um político petista, alguns parlamentares
estão se movimentando no Congresso Nacional para configurar uma CPI. Ao mesmo
tempo uma das lideranças do MST, o famigerado José Rainha, se enrolou com a
justiça acusado de chantagear fazendeiros no interior paulista. Em Rondônia os
problemas agrários têm se agravado na região da Ponta do Abuna nos últimos anos,
mas já tivemos chacinas de colonos em outras regiões durante o governo
Bolsonaro.
Atual
fornada
Da atual fornada de prefeitos de Rondônia,
alguns reeleitos, outros buscando a reeleição no ano que vem, tem se destacado
Hildon Chaves (União Brasil-Porto Velho), Carla Redano (Progressistas -Ariquemes),
Esaú Fonseca (MDB-Ji-Paraná) e Adailton Fúria (PSD-Cacoal). Destes, pelo menos
dois devem tentar o governo estadual daqui a dois anos, casos de Hildon na
capital e Fúria no município de Cacoal. Hildon elegeu a esposa Ieda a estadual,
Fúria quase emplacou a esposa Joliane a federal, Carla apoiou a eleição do marido
Alex a estadual e Fonseca é pai do presidente da Câmara de Vereadores de Jipa,
Negão Filho quase eleito a estadual.
Via
Direta
*** Porto
Velho assiste um início de 2023 ruim para a economia com fechamento de empresas
e a queda na geração de empregos. A chiadeira é enorme no meio lojista *** Ainda no segmento
econômico os pecuaristas padecem com o recuo do preço da carne bovina ***A recente criação do Instituto de Terras
criou grande expectativa no meio rural quanto a regularização fundiária. Quase
100 mil propriedades estão à espera de titulação no estado *** A redução de
voos em municípios como Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena é um indicativo de queda na
economia no interior do estado *** A
deputada Silvia Cristina e o senador Jaime Bagatolli tentaram reverter o quadro
junto a empresa Azul no meio de semana.
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