Terça-feira, 24 de março de 2026 - 07h50

Há
uma diferença enorme entre “governo”, o arranjo eleitoral que leva um grupo de
políticos ao topo dos cargos da República, e “Estado”, que é o conjunto de
normas, ações e estruturas de um país. O primeiro é provisório, o segundo é
permanente. Os ditadores sempre tentam se transformar na cara Estado e, via
propaganda, tornar-se o próprio Estado.
A
percepção atual sobre o governo é que não consegue combater a corrupção com
eficiência e isso pode lhe custar caro na próxima eleição, a menos que prove
corrupção no lado oposto. Já quanto à percepção das políticas de Estado, que
não chegam ao público, imediatista, é que as boas ações tomadas em meio a
difíceis negociações entre governo, parlamento e Justiça, apesar de suas
limitações, tendem a produzir bons efeitos só no futuro.
O
economista Marcelo Toledo afirmou que a queda estrutural da inflação vai
precisar de alguns anos para atingir a nova meta fixada. Para que as ações de
hoje determinem os fatos do futuro é preciso tomá-las sem imediatismo, da mesma
forma que todas as lutas contra a corrupção no passado dão em bombásticas
revelações no presente e darão em punições no futuro. O hoje é a cara do
passado recente: se o Centrão domina atualmente quase todo o país é porque foi
o mais votado em sucessivas eleições.
O
mesmo vale para a Amazônia: as boas ações iniciadas pela União, estados e
municípios hoje só vão maturar no futuro.
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Grandes debates
Com
candidatos ao governo de Rondônia bons de gogó, como são os casos do senador
Marcos Rogério (PL), do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União Brasil)
e do delegado Camargo (Podemos) é previsível que teremos bons debates nesta jornada
eleitoral 2026. Os três ao longo das suas trajetórias politicas tem se mostrado
grandes oradores e com estas qualidades vão tentar mostrar ao eleitorado suas
propostas com suas lábias. Rogério, por exemplo, venceu todos os debates contra
o atual governador Marcos Rocha mas acabou perdendo a eleição ao CPA no pleito
passado.
A rota 22
Em
reunião realizada em Porto Velho no final de semana, o senador Marcos Rogerio,
pré-candidato do PL ao Palácio Rio Madeira e de uma penca de partidos
conservadores, anunciou que a Caravana Rota 22, que reúne os partidos da sua
coalizão iniciará uma jornada pelos municípios rondonienses, abrindo os
encontros regionais nos principais polos de Rondônia. Segundo ele a caravana
vai ouvir as lideranças locais para aprofundar seu plano de governo que já está
bem adiantado enfatizando os problemas de segurança pública, saúde e educação.
Coronel Braguin
Inicialmente
cotado para disputar o governo de Rondônia, o coronel Braguin deixou o governo
Marcos Rocha para dar lugar a aliados do prefeito de Cacoal Adailton Fúria, pré-candidato
ao CPA do PSD apoiado pela atual administração estadual. Braguin, que andava de
asas crescida, foi sondado pelo menos dois partidos nanicos para disputar a sucessão
de Rocha, mas ainda não se pronunciou a respeito. Amigos próximos dizem que ele
não desistiu da ideia e como já se desincompatibilizou terá condições para
disputar o cargo nas eleições de outubro. Seria mais candidato conservador, como
são quase todos nesta peleja.
Duelos regionais
Teremos
bons duelos regionais pelas oito cadeiras da Câmara dos Deputados destinadas a
Rondônia. Na região central, com o atual deputado federal Lucio Mosquini (Ouro Preto),
Jose Amauri (Jaru), os ex-prefeitos Jesualdo Pires e Esaú Negão (Ji-Paraná). Pela
Zona da Mata e Região do Café, Joliene Fúria, Jaqueline Cassol, Expedito Junior
e Luís Claudio. O excesso de postulações nestas regiões podem prejudicar as
eleições de candidatos considerados mais exequíveis. No Cone Sul, entre outros
nomes despontam Natan Donadon, Wiveslando Neiva de Carvalho, e o ex-secretário
da Agricultura Padovani.
Bancada feminina
Além
de reeleger as cinco deputadas estaduais com mandatos, entre elas a mais votada
Ieda Chaves, a bancada feminina tem todas condições de crescer ainda mais em Rondônia
nas eleições de outubro. Além de candidaturas de vereadores bem votadas na
capital, como Sofia Andrade, temos no interior as ex-deputadas estaduais Cassia
dos Muletas (Jaru), Daniela Amorim (Ariquemes), Joselita Araújo (Ouro Preto) a
vice-prefeita de Porto Velho Magna dos Anjos Queiroz. Atualmente cumpre
mandato, além de Ieda Chaves, as deputadas Lebrinha (São Francisco) Tássia (Guajará
Mirim), Rosangela Donadon (Vilhena) e Claudia de Jesus (Ji-Paraná).
Via Direta
*** Punhais da traição estão sendo
afiados por todo os lados nas eleições em Rondônia. Nos bastidores se garante
que o governador Marcos Rocha vai trabalhar com dois candidatos ao governo. Se
um deles não decolar, outro estará à disposição *** O comunicador Wiveslando
Neiva oficializou seu ingresso no PL e confirmou sua candidatura a Câmara dos Deputados
nas eleições de outubro. Seu pai, o deputado estadual Neiva de Carvalho segue
inelegível, como um outro deputado estadual também considerado fora do páreo ***Abril vai começar com a população de Rondônia
pagando a mais caras passagens aéreas do País. Também será sacrificada com a
tarifas de energia e a roubalheira do pedágio permitido pelos políticos locais
na BR 364.
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