Porto Velho (RO) quarta-feira, 11 de março de 2026
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Carlos Sperança

Estamos encerando o ano de 2025 com um cenário dos mais nebulosos na política


Estamos encerando o ano de 2025 com um cenário dos mais nebulosos na política - Gente de Opinião

Muda tudo

As teorias científicas e as pregações religiosas que anunciavam o fim do mundo ou pelo menos graves consequências decorrentes do descuido com a natureza por volta do ano 2000 foram vencidas pelos negacionistas, adeptos da regeneração natural ilimitada.

A floresta sofreu graves estragos, a fumaça e as doenças debilitaram os mais pobres, matando e sequelando, mas muita riqueza foi gerada. Como o dinheiro compra tudo, até amor verdadeiro, a má prática ambiental só será vencida se houver mais ganhos imediatos com proteção que com destruição, e ainda assim a ignorância e o crime seguirão afrontando o bom exemplo.

Em recente manifestação de alerta a propósito da COP30, Valcléia Lima, superintendente da Fundação Amazônia Sustentável, defendeu a ideia chocante de que a destruição da floresta tem uma equivalência em vidas humanas: “O que muda na Amazônia, muda em nós”. E não muda só para os amazônidas: vai se estendendo pelo Brasil e pelo mundo.

A Amazônia influencia a vida de todos, afirma: “As chuvas que irrigam plantações no Sudeste, a estabilidade do clima nas grandes cidades e até os alimentos que chegam à mesa estão ligados à floresta em pé. O que acontece aqui não fica apenas aqui, reverbera primeiro na vida das populações tradicionais e depois chega ao cotidiano de quem mora em capitais brasileiras ou até em outros países”. Sério demais para não levar em conta.

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Eleições 2026

Estamos encerando o ano de 2025 com um cenário dos mais nebulosos para a disputa do governo estadual no ano que vem. Ninguém sabe quem é quem e muitos possíveis candidatos ao CPA Rio Madeira já ficaram pelo meio do caminho e outros são cogitados para deixar o páreo. Na verdade, o único candidato que assume a pretensão de governar Rondônia é o vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil) que assume o Palácio estadual em abril para o atual governador Marcos Rocha disputar uma cadeira ao Senado. Hildon Chaves (PSDB) dá pistas que desistiu, e nem o senador Confúcio Moura (MDB) e o senador Marcos Rogério (PL) confirmam suas postulações.

Na dependência

Embora demonstre interesse na disputa do governo estadual, o deputado federal Fernando Máximo (União Brasil) precisa trocar de partido e não tem garantia em alguns deles – casos do PL, Podemos e Republicanos – de legenda para esta importante peleja. No meio conservador, os bolsonaristas aguardam uma decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro que já indicou Bruno Scheidt e Marcos Rogério para disputar o Senado, mas ainda não fechou um nome para a disputa ao Palácio Rio Madeira. Tido mundo então fica no aguardo. Quiçá não queira impor seus filhos nesta disputa rondoniense.

Nomes alternativos

Fora os balões de ensaio lançados nas últimas semanas, um nome pode ser um candidato alternativo para a coalisão chapa branca rondoniense, se a candidatura do vice-governador Sergio Gonçalves for derrubada. Trata-se do deputado estadual Alex Redano (Ariquemes), atual presidente da Assembleia Legislativa. Ele reúne forte apoio dos deputados estaduais e conta com a simpatia também do governador Marcos Rocha. Mas este age com todo cuidado, porque não quer perder o apoio de Sergio Gonçalves quando assumir o CPA. Contar com a máquina é preciso.

Definições bolsonaristas

As primeiras definições familiares bolsonaristas já estão tomadas. A esposa do ex-presidente Jair Messias, Michele deve disputar uma cadeira ao Senado em Brasília, onde lidera as pesquisas de intenções de votos com folga perante os candangos. No Rio de Janeiro, o candidato ao Senado é o filho mais velho do mito, o atual senador Flávio Bolsonaro (PL), em Santa Catarina outro filho, Carluxo Bolsonaro disputa o Senado e o filho mais novo do mito, Jair Renan uma cadeira a Câmara dos Deputados. E se o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, desistir da peleja presidencial, o escalado para esta missão será o senador Flávio Bolsonaro. Tudo por enquanto, já que a política muda de tamanho e formato como as nuvens.

 Hildão no ranking

Com  os dados coletados ao final das administrações municipais anteriores no País, o Instituto Atlasintel formou o ranking dos dez melhores prefeitos do País em avaliação nas capitais. Coube ao então prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB) com 67 por cento de aprovação, a sétima colocação nacional. Com tamanha aprovação, seria um grande candidato ao governo de Rondônia se tivesse formado um grupo político, mas ele foi isolado pelos adversários e tem dificuldades em montar uma coalizão competitiva com chapas de candidatos a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.

Via Direta

*** Urge a mobilização em Porto Velho para que a prefeitura local e o governo do estado instalem um cinturão verde na região metropolitana. As frutas e hortigranjeiros são importadas de outros centros, encarecendo os preços destes produtos nos mercados em Rondônia *** Na guerra do lixo, os vereadores da capital estão mostrando mais independência do Executivo. Querem provar que não são vacas de presépios como nas legislaturas anteriores *** A escassez de mão de obra em algumas regiões de Rondônia está encarecendo as diárias de pedreiros, carpinteiros, eletricistas e azulejistas. Até as orelhas secas estão cobrando mais caro *** Também está difícil a contratação de caseiros para chácaras e fazendas.  

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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