Segunda-feira, 3 de novembro de 2025 - 08h15

Por
livre espontânea pressão do presidente Lula da Silva, em mais um passo para
fora da esquerda e fazendo o jogo do Centrão, parte da campanha rumo a mais um
mandato, o Ibama deu permissão à Petrobras para perfurar a foz do Amazonas e
extrair óleo suficiente para fazer do Brasil um dos maiores produtores do mundo.
Motivo de orgulho para os diretamente interessados, é também de preocupação
para o resto do planeta, devido aos riscos apresentados em uma região
especialmente delicada justamente às vésperas da COP30, em um quadro de piora
do clima causado por intervenções agressivas sobre o meio ambiente em geral.
Para
lavar as mãos, o Ibama usou algo como 34 sabões diferentes, ou seja, o número
de condicionantes que obrigou a Petrobras a cumprir para conceder a licença,
além da certeza de que haverá danos ao meio ambiente, fator que embasou a
exigência de uma compensação específica de R$ 39,6 milhões.
Outra
certeza, nesse caso, é que essas temíveis perfurações em área tão sensível,
motivo de preocupação mundial, jamais seriam autorizadas pelo Ibama se não
fosse a intervenção do presidente da República, depois de negociações abertas e
descaradas com o maior defensor da medida: o presidente do Senado, Davi
Alcolumbre. A suposição é que a perda de maioria do governo na Câmara Federal
será compensada pela fidelidade do presidente do Senado a Lula. É a política
manipulando a vida, como sempre.
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Nas fronteiras
Com
justa razão os governadores de oposição têm cobrado da esfera federal mais ação
no combate as facções criminosas nas fronteiras. No entanto, a maioria deles
não fazem o dever de casa, tanto é verdade que barreiras montadas no Rio de
Janeiro, São Paulo, Paraná e outros estados não tem conseguido reduzir o
desembarque de armas para as facções criminosas que se espalharam por todo o
País. Em Rondônia, por exemplo, as divisas com a Bolívia são porteiras abertas
para o tráfico de cocaína e de armas para as conexões do narcotráfico com os
estados do Nordeste brasileiro.
Eleições 2026
Passadas
as festividades do Natal Ano Novo e a folias de Momo as atividades políticas
serão intensificadas com vistas às eleições em Rondônia. Antes, porém, teremos
as convenções partidárias, com as forças bolsonaristas divididas, enfrentando
uma esquerda e centro-esquerda coesas num bloco de nove partidos em torno de
uma candidatura ao governo estadual e uma candidatura ao Senado. Num cenário de
indefinições para todos os lados e alguns postulantes ao Palácio Rio Madeira,
sede do governo estadual, catimbando o jogo, fica difícil até previsões
confiáveis.
Unindo forças
Num
quadro agora mais competitivo com o atual presidente Lula para o pleito presidencial
2026, os governadores da oposição estão se unindo. Os mandatários de São Paulo
Tarcísio de Freitas, de Minas Gerais Romeu Zema, de Goiás, Ronaldo Caiado e do
Paraná, Ratinho Junior estabeleceram um pacto. Inicialmente todos são candidatos
ao Palácio do Planalto e quem seguir para o segundo turno terá o apoio dos
demais. Todos rezavam a cartilha bolsonarista, mas na medida em que o ex-presidente
Jair Messias vai perdendo espaço e não decide este processo dentro da sua
própria família, os mandatários dos estados vão tomando suas próprias decisões.
Cláusulas de barreira
Já
foram mais de 30 partidos registrados na justiça eleitoral, mas com as últimas
fusões e criação de federações, o número acabou em 24 agremiações políticas, algumas
com as fatias mais gordas do fundão eleitoral, como a federação União Progressista,
que reúne no mesmo balaio o União Brasil e o Partido Progressista, além do PL,
o PT, o MDB, entre as legendas mais destacadas. Mas o número das agremiações políticas
poderá cair ainda mais com as eleições de 2026, com as restrições impostas pela
legislação eleitoral, que são as chamadas cláusulas de barreira. Pelo menos 11
partidos podem sofrer estas restrições em 2026.
Idas e vindas
Com
idas e vindas de decisões judiciais envolvendo duas grandes empresas de coleta
de lixo em Porto Velho, quem está perdendo com esta situação é a população. Nas
primeiras decisões ficou bem claro que a empresa Marquise tem melhores condições
de atender a população, mas ela foi afastada novamente das atividades. Nas transições
de mudanças entre as empresas se vê graves prejuízos na coleta de lixo,
inclusive nos distritos onde a Marquise já estava instalada. Outro desafio da
municipalidade é conter o esgoto dos prédios e residências jogado diretamente
nas tubulações de águas fluviais. Nas chuvas se vê a capital com as suas fezes
pululando nas ruas saltando dos bueiros. É coisa de louco!
Via Direta
*** A crise no comércio varejista vai
chegando aos shoppings. Muitos deles já espichando o bico, até o de Porto Velho
já enfrentando a mesma situação *** Os governadores de oposição ao governo
Lula tomaram para si a pauta da segurança pública e exigem que as facções
criminosas do Comando Vermelho e PCC sejam transformadas através de lei em
organizações terroristas depois dos confrontos ocorridos no Rio de Janeiro *** Seguindo os passos de Rondônia no agronegócio,
o Acre tem ampliado sensivelmente o plantio do café, já se assemelhando a
importância da soja na sua economia *** Até os supermercados já enfrentando
o problema de escassez de mão de obra na capital.
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