Quinta-feira, 2 de abril de 2026 - 07h32

A
nova corrente do nacionalismo à brasileira é bater no peito e dizer que as
terras raras são nossas, como o petróleo era anunciado nos anos áureos do
varguismo. Como em política as palavras raramente querem dizer o que é dito, há
“liberais” que na verdade são conservadores, “ambientalistas” que desmatam e
“socialistas” que até praticam trabalho escravo. No caso das terras raras, sem
parcerias internacionais elas jamais poderão ser bem aproveitadas em benefício
dos verdadeiros interesses nacionais.
Mesmo
que seja possível contar com o desenvolvimento tecnológico nacional e amarras
ambientais soltas, o aproveitamento estritamente nacional das TRs tardaria no
mínimo uma década para exibir uma produção razoável. A propósito, vale espiar o
encaminhamento do hidrogênio verde, alvo do recente seminário Conexões
Sustentáveis: Investimentos em Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil, promovido
pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Seu
mote, nos parâmetros do Plano Nacional de Hidrogênio e de acordo com a política
da Nova Indústria Brasil, é ampliar a entrada de capital estrangeiro para
estruturar e expandir a cadeia de hidrogênio de baixo carbono no país, buscado
sobretudo na França, Alemanha, Holanda, Noruega e Japão, com a finalidade de
reforçar a presença do Brasil no cenário global da transição energética. Nacionalismo
fingido à parte, é o melhor a fazer.
..................................................................................................
As convenções
Cumpridos
os prazos de desincompatibilizações daqueles que vão disputar cargos eletivos
em outubro e com o período da janela partidária se exaurindo, a classe política
rondoniense se volta para as convenções de julho que vão homologar as candidaturas
dos deputados estaduais, federais, senadores, governador e vices. É possível
constatar que a maioria das definições das candidaturas majoritárias ao Palácio
Rio Madeira e ao Senado já estão certas. Algumas postulações de vices nas
chapas ainda estão abertas para composições e as negociações seguem
celeremente.
Chapa reforçada
Apesar
de algumas defecções partidárias o União Brasil em Rondônia conseguiu reagir e
formar uma bela chapa de postulantes à Câmara dos Deputados. Está com dois
deputados federais disputando a reeleição, casos de Mauricio Carvalho (Porto Velho)
e Thiago Flores (Ariquemes), mais Célio Lopes (ex-PDT) e o ex-deputado federal
Natan Donadon (Vilhena). Na Assembleia Legislativa manteve a deputada estadual
mais votada que é Ieda Chaves e uma nominata expressiva em condições de
emplacar até quatro representantes. O União Brasil formou federação com o
Partido Progressista, resultando na União Progressista.
As projeções
Tratando-se
das eleições a Assembleia Legislativa de Rondônia as primeiras projeções
indicam uma grande renovação dos quadros no legislativo estadual. Mas se de um
lado são considerados garantidos nomes bem votados nas eleições passadas, como Laerte
Gomes (PSD-Ji-Paraná) e Ieda Chaves (União Brasil –Porto Velho), de outro lado
temos nomes vulneráveis, como aqueles suplentes que assumiram os cargos
detentores de baixa votação, como é o caso de Eyder Brasil. Temos parentes de
parlamentares que ficaram inelegíveis, mas com cotação alta. Na capital estará
a disputa mais ferrenha colocando frente a frente vereadores bem votados com
deputados com a carreira em declínio.
Na polarização
Os
petistas fazem as contas para as eleições de outubro em Rondônia e alguma coisa
tem lógica. É o caso de aumentar o número de deputados estaduais. A nominata do
partido é boa e são cotadas para ganharem os cargos a ex-senadora Fatima Cleide
(Porto Velho) e a deputada estadual Claudia de Jesus (Ji-Paraná). Para emplacar
deputados federais o buraco é mais em baixo, mas o PT aposta que sua aliança
elege um deputado federal nas eleições de outubro. Quanto as possibilidades de
Expedito Neto ao governo, a aposta é na polarização nacional e o reflexo do
candidato local ser beneficiado pela mesma votação de Lula por aqui, algo
projetado em pelo mês 20 por cento do eleitorado rondoniense.
Oito governadores
Num
recorde, na temporada das eleições de 2026 oito governadores vão concluir seus respectivos
mandatos desistindo de disputar cargos eletivos, como inicialmente estava
programado, principalmente ao Senado. Entre eles estão os governadores Ratinho
Junior, do Paraná, Marcos Rocha, de Rondônia e agora, Eduardo Leite, do Rio
Grande do Sul. No caso dos governadores sulistas os dois estavam na disputa de
indicação para disputar a presidência da república. Ratinho desistiu e Eduardo Leite
foi preterido pela escolha de Ronaldo Caiado, governador de Goiás. Nos estados
vizinhos de Rondônia, os governadores deixaram os cargos, como Gladson Cameli
do Acre, para disputar o Senado.
Melhores largadas
Em
Rondônia, Acre e Amazonas são os senadores da região que estão com a melhor
largada nos governos estaduais. Em Rondônia, com o senador Marcos Rogério (PL),
no Acre com o senador Alan Rick (PL) e no Amazonas com Omar Azis (PSD). Os primeiros
considerados conservadores, ligados ao bolsonarismo, o segundo pertencente a
base aliada do presidente Lula que impulsiona duas grandes obras na região norte:
a retomada da pavimentação da BR 319, que liga Porto Velho a Manaus e a
construção da ponte binacional em Guajará Mirim, sobre o Rio Mamoré. Obras de
vulto para impulsionar as candidaturas alinhadas ao Palácio do Planalto.
Apoio
no Cone Sul
De
acordo com o prefeito de Vilhena Flori que desistiu de disputar o Palácio Rio Madeira
na semana passada, todos os prefeitos da região denominada Cone Sul fecharam
apoio para o governo do estado com o senador Marcos Rogerio (PL), para o Senado
com a deputada federal Silvia Cristina (PP). Como Silvia Cristina esta na aliança
de apoio ao ex-prefeito Hidon Chaves (União Progressista), nem todos os prefeitos
estão fechados com Rogério, como declararam. Além disto Hildão e presidente da
Associação Rondoniense de Municípios e é bem relacionado com os alcaides da região.
Via Direta
*** Com a saída do ex-prefeito de Porto
Velho Hildon Chaves para o União Brasil o PSDB ruiu de vez em Rondônia. Até o vereador
Tessari deixou o partido, abandonando de vez o barco tucano ***Os barrados no baile na disputa ao
governo de Rondônia em 2026: o prefeito
de Vilhena Flori, o deputado estadual Delegado Camargo em Ariquemes, ex-governador
Ivo Cassol (inelegível), entre outros menos votados *** Pelas primeiras
projeções a ex-deputada federal Mariana Carvalho, do Republicanos e o deputado
federal Fernando Máximo (PL) vão ponteando a eleição pelas duas cadeiras ao
Senado na eleição de outubro.
Quinta-feira, 2 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)
Apoio de Rocha, protagonistas fora e grande expectativa e queimando a largada?
Buscando respostasA considerar verdadeira a tese do meteorologista Edward Lorenz de que “o bater de asas de uma borboleta no Brasil pode provocar u

Pé na estrada, a lei antifacção, federais de peso e janela partidária
As terras amazônicas Pero Vaz de Caminha jamais escreveu a famosa frase de que no Brasil “em se plantando tudo dá”, mas elogiou nossa terra

Histórico arrasador, articulações da classe política e as outras mudanças
Curto e finoCom as estripulias custosas e sangrentas do presidente Donald Trump que culminaram no incompreensível (e ineficaz) ataque ao Irã ficou i

Aliança confirmada, chapa fortalecida e lideranças mobilizadas
Avançar e evoluirPerdidas como tábuas de salvação em um mar revolto de más notícias para a vida, os negócios e a estabilidade mundial, há pelo meno
Quinta-feira, 2 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)