Quinta-feira, 22 de janeiro de 2026 - 08h34

O
presidente americano Donald Trump diariamente deixa o mundo com a respiração
suspensa. Sonha com o Prêmio Nobel da Paz ao mesmo tempo em que só planeja
guerras e usa tarifas como armas de chantagem. Pode parecer engraçado à primeira
vista, mas o Brasil encontrou um jeito de evitar que alguma superpotência
comandada por um louco sedento de guerra venha com o grosso de suas tropas e
ocupe a Amazônia e outras regiões estratégicas dotadas de reservas importantes
de terras raras.
Entregando
já, antes que alguém se aposse, ao determinar imediatamente autorizações para a
exploração desses produtos tão importantes para o desenvolvimento tecnológico
mundial, o Brasil ao mesmo tempo apressa a obtenção de rendimento com elas e
reafirma a soberania nacional. Pode-se criticar o governo brasileiro sob vários
aspectos, menos quanto à diplomacia, bem ajustada aos interesses econômicos
nacionais.
Antes
que os EUA, a China, Rússia ou Europa movimentem peões no tabuleiro em busca de
colocar o Brasil em sinuca, o país, em raro gesto de antecipação, vencendo a
história de atraso e tergiversação que permeiam a história do país, põe as
cartas na mesa e não deixa margem a ambições e maluquices invasoras. É uma
estratégia esperta e esclarecida. Nunca se deve desprezar a loucura dos
grandes, como dizia Shakespeare, mas para as doideiras atuais parece que o
Brasil conseguiu se vacinar.
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Plano Cebolinha
Num
possível maior plano cebolinha de todos os tempos, e tendo os petistas como
“patos”, foi recomendado pelas instancias paternas do ex-deputado federal
Expedito Neto sua filiação aos quadros do Partido dos Trabalhadores para disputar
o governo de Rondônia. Com Expedito Pai permanecendo no PSD e sua porção bolsonarista
respaldando a candidatura de Adailton Fúria, prefeito de Cacoal, ao Palácio Rio
Madeira, os Expeditos estão com um pé no lulapeismo e outro no bolsonarismo. A
coisa não está dando certo, pois existe rebeldia de uma porção petista e a articulação
está gerando desgastes a postulação de Adailton Fúria, até então considerada de
ponteira. Mas o plano segue com a intenção de colar mais adiante.
Rondônia é pródiga!
Rondônia
é pródiga em planos cebolinhas que acabaram estourando nas urnas. Lembro que
num deles, o então prefeito de Porto Velho Carlinhos Camurça se uniu ao
desafeto Mauro Nazif para elegê-lo prefeito de Porto Velho. As bases rejeitaram
a aliança e Nazif tubulou gloriosamente nas urnas. Só conseguir se recuperar
anos depois para se eleger alcaide da capital rondoniense e sem Camurça como
aliado. Num outro plano cebolinha, foram unidos os desafetos Ivo Cassol e
Camurça no mesmo balaio. O tratado era a eleição de Camurça a presidência da
Assembleia Legislativa apoiado por Ivo, mas Carlinhos não conseguiu nem se
eleger a estadual para sequência do planejamento estabelecido.
Histórico de rusgas
Este
negócio de juntar no mesmo balaio políticos encrenqueiros e antagônicos acaba mesmo
é num despenhadeiro nas urnas. Foi o quer ocorreu nas eleições de 1994, na
aliança “Rondônia com Fé”, cantada em prosa e verso, e sendo como grande favorito
para aquele pleito o ex-prefeito de Porto Velho Francisco Chiquilito Erse, que
acabou tombando vítima dos desentendimentos na base de sua sustentação, com uma
penca de partidos. Chico começou liderando a peleja, mas ainda no primeiro
turno o adversário Valdir Raupp equilibrou a coisa e no segundo turno teve uma
vitória retumbante. É um histórico de derrotas de favoritos em Rondônia que é
coisa de arrepiar. Juntar Fidelis com Amorim ajudou a dar um estouro na boiada.
10 candidatos?
Com
a confirmação da pré-candidatura ao governo de Rondônia do Coronel Braguim,
pelo Partido Novo, podemos chegar a 10 candidatos ao Palácio Rio Madeira, sede
do governo de Rondônia e se a aliança MDB/PDT também lançar candidatos, como é
bem provável nos próximos dias. Será um novo recorde de postulações desde a primeira
eleição ao então Palácio Presidente Vargas, antiga sede estadual, nas eleições
de 1986, quando foi eleito nosso primeiro governador pelo voto direto, o goiano
Jeronimo Garcia de Santana, um ex-guerrilheiro do MR-8 que saiu corrido de
Goiás pela ditadura para o antigo território federal.
Grandes guinadas
Quem
acompanha as eleições em Rondônia é testemunha de grandes guinadas ideológicas
na política. Vejam que da eleição de um vermelhinho em 1986, pulamos para a
eleição de um ex-afilhado do autoritário coronel Jorge Teixeira, o deputado
Oswaldo Piana Filho, bem a direita. De Piana, na eleição de 1994, um nome de
centro-esquerda, Valdir Raupp de Matos, sucedido por um nome a direita, José
Bianco. Anos depois a centro esquerda voltaria – depois da eleição e reeleição
de Cassol bem direitista – com o governador Confúcio Moura, de centro-esquerda,
também reeleito. Na sua sucessão, nova guinada a direita com o
militar Marcos Rocha, também reeleito, nosso atual mandatário. Qual será a
tendência para 2026? Marcos Rogério (PL) da extrema direita abre a corrida
sucessória 2026 como favorito.
Via Direta
*** O pré-candidato ao CPA dos tucanos
Hildon Chaves articula as chapas do seu parido a Câmara dos Deputados e
Assembleia Legislativa. Pergunta-se se a sua esposa, a deputada estadual Ieda Chaves,
no União Brasil vai se transferir para o seu PSDB? *** Para dar uma demonstração
de força ao candidato do PSD ao governo estadual Adailton Fúria, Expedito Pai
vai fazer uma grande concentração nos próximos dias reunindo todos candidatos da
sua base aliada *** Enquanto isto, Expedito
Filho candidato escalado pelo pai ao governo pelo PT, vai liderar a caravana
petista com reuniões pelo interior do estado *** É bem possível que as
caravanas de pai e filho se encontrem pelo interior - para se confraternizar.
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