Porto Velho (RO) sábado, 6 de junho de 2020
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Gente de Opinião

Aroldo Vasconcelos

Estamos em tempos de crise.


Estamos em tempos de crise. - Gente de Opinião

Bom dia, a todos os que me acompanham nessa jornada de vários artigos aqui do jornal eletrônico Gente de Opinião; faz dias que não nos encontramos na coluna e nesse tempo de receios muita informação, e às vezes também desinformação. O Corona Vírus se instalou na vida do planeta há mais ou menos 100 dias causando estragos na vida, na saúde pública e na economia, e por aqui, pelo nosso país o que vemos também são vários desencontros, especialmente nesses trinta e seis dias próximos passados.

Mais de 2.000 especialistas em saúde pública pipocaram na TV, nos jornais, nas rádios, nos quatro cantos do Brasil e lógico na casa do poder central. É fato que há várias equipes de cientistas muito bem preparadas espalhadas pelos cinco continentes e que estão há mais de 20 anos acompanhando, pesquisando, trabalhando e monitorando epidemias em todos os países.

Qual, exatamente, será, para todos nós o objetivo de alerta dessas atuais e modernas grandes possibilidades que a mobilidade extrema e essa tal vida conectada e em economia globalizada traz á tona, retratando-se como sendo um veículo de inúmeras moléstias, criadora de inúmeros cenários cinzentos e por vezes caóticos; ora, vejamos que o sistema de globalização, tão sonhado pelo comercio em 560 anos, é realmente mais complexo do que o câmbio entre 100 ou duzentos países.

Uma hora dessas realmente haveria de surgir um minúsculo e descomunal destruidor do dia a dia da rotina corrida, comercialista, digital e tecnologicamente urdida pelo desejo de poder que eleva á sexta potência o nosso estilo egoísta, imediatista, dinheirista e consumista – deste novo e atual modelo de vida no planeta.

Parece que isso ocorre em ciclos, que agora pela velocidade dos progressos das nações e pelo acesso quase ilimitado das novas tecnologias e da intensa mobilidade aérea impõe a todos nós esse Corona Vírus traz grandes desafios a todos os líderes de todos os países, às empresas, aos governos e a sociedade civil como forma, talvez, de nos mostrar o que não estamos fazendo de bom nas cidades, com as nossas vidas, com as nossas famílias, com os nossos sócios a despeito de produzir e vender, e vender e consumir, essa mobilidade e a natural arrogância de nações, de pessoas e de empresas que acreditam que o seu sucesso é infalivelmente o espelho colocado diante de todos nós nesses últimos dias. Parece profecia, parece filme da década de noventa, apocalipticamente falando, parece filosofia, mas não é.

Felizmente este texto de hoje, tem a ideia, a vontade e a necessidade de gritar para você que me lê que está passando da hora de venceremos as nossas diferenças infantis e aproveitar essa crise instalada na saúde pública para resolver, ou ao menos encaminhar solução para os nossos problemas de distanciamento social, divisão política, divisão religiosa e de classes; podemos, pelo uso da razão e da sensibilidade, gerar aquilo que no Brasil nas décadas de 80 e de 90 eram a graça de uma convivência nacional harmoniosa, quando nós éramos felizes e nem sabíamos. Uma época em que nós tínhamos segurança nas cidades, produção no campo, emprego e trabalho nas cidades e que todos, ricos e pobres, olhávamos juntos para o Brasil do futuro.

Pergunto: em que lugar, em que momento nesses últimos 20 anos deixamos de lado a cultura brasileira da harmonia de pensamento nacional? Por onde ficou os elogios e a vontade solidaria de construir juntos o futuro das nossas famílias? Será mesmo que essas disputas ideológicas e politico partidárias valem mesmo a pena e valem mesmo as vidas de milhares de pessoas amigas e de nossas famílias?

É hora de retomarmos um plano prático e simplificado de futuro e de presente; mas de mãos dadas, sem trapaças e sem ilusão quanto a falsos profetas e falsos lideres. Tomar novamente, com sensibilidade e verdadeira liderança, as rédeas desse futuro que é de todos os brasileiros, caso contrário o que deixaremos para os nossos netos, aqueles que já nasceram e aqueles que ainda estão por vir, não passará de ilusão para eles e muita vergonha para nós.

Quero deixar a todos essas questões para as suas reflexões e também quero fazer hoje um registro muito simples, dentro de tanto questionamento, quero dizer a todos que estamos preocupados com o contagio desse novo Corona Vírus COVID – 19 que a cura de todos os males do corpo está tá na terra (consumam água, chás, frutas cítricas, verduras, façam exercícios de respiração, tomem sol pelas manhas e sejam alegres e amigáveis0; também digo que  a cura de todos os males da mente está no coração tranquilo, na simplicidade do carpe diem e também no poder individual da fé em Deus e na vida, pois a verdadeira liderança surge sempre em tempos de dificuldades extremas.

Graça e paz, Deus salve o nosso Brasil.

 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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