Sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016 - 00h01
Primeiras definições
Com as primeiras sondagens do ano já configurando um quadro de eleição em dois turnos a prefeitura de Porto Velho – o que não é nenhuma surpresa tal o divisionismo político local – os favoritos para as duas vagas ao segundo turno seriam, neste momento, sendo candidatos, a Deputada federal Mariana Carvalho (PSDB), Prefeito Mauro Nazif (PSB), deputado federal Lindomar Garçon (PROS) e ex-prefeito Roberto Sobrinho (PT).
Uma campanha atípica, onde os nomes mais conhecidos devem levar vantagem em vista da redução do tempo de campanha e da utilização do espaço em rádio e televisão. Mas na capital, onde as últimas campanhas foram decididas na reta final, e todas as viradas são possíveis, nomes pitocos como os de Ribamar Araujo (a caminho do PR) e Aluízio Vidal (Rede) têm muito a crescer, assim como Léo Moraes (PTB), caso a deputada Mariana Carvalho, a abelha rainha do segmento do voto jovem desista da peleja.
Logo depois do carnaval a política começa a esquentar com as primeiras definições da temporada. E aí, quem arrisca um palpite neste cenário?
Arrastões pela cidade
Porto Velho se tornou uma cidade sem lei e salve-se quem puder! Vejam algumas cenas corriqueiras nos últimos dias na capital: A garota do Ulysses, na parada de ônibus, é assaltada logo de manhã e um casal de menores – de bicicleta - leva seu celular. Quase ao mesmo tempo, uma velhinha é surpreendida na avenida Vieira Cauhla e sua bolsa é confiscada por motoqueiros. Ainda pela manhã, uma residência, de uma família de funcionários públicos, é arrombada no Conjunto Santo Antonio e lá se vão jóias, TV e aparelho de som, e num outro bairro próximo um comunicador local é surpreendido quando chegava em casa, amarrado com a família e roubado. Num sítio próximo a cidade é encontrado o corpo de um cidadão assaltado e, depois carbonizado. Na quarta-feira teve até seqüestro.
Em 36 anos de Porto Velho nunca vi tanta roubalheira, seja nos pontos de ônibus, nas ruas e nas casas, e nem estou falando do banho de sangue na periferia por causa das brigas pelo controle de venda de drogas. E temos como preocupante ainda, o aumento da incidência de latrocínios, que são os roubos seguidos de morte.
O saneamento básico
A Campanha da Fraternidade 2016, promovida pela Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, com outras entidades aliadas, foca a questão do saneamento básico no País. Um tema dos mais oportunos, já que a falta de água e esgoto tratados na grande maioria dos municípios brasileiros resulta numa verdadeira mortandade todo ano por problemas gastrointestinais.
Se no âmbito nacional, a CNBB desenvolve um tema apropriado, tratando-se de Porto Velho, a capital rondoniense, com seus 500 mil habitantes a situação é mais do que emergencial. Temos apenas a metade das almas da cidade com água encanada e menos de cinco por cento da população assistida com a cobertura de esgoto sanitário.
Nem quando o governo federal liberou recursos, na gestão do então governador Ivo Cassol e do prefeito Roberto Sobrinho, foi possível tocar as obras em vista das denuncias de subpreço. A ganância dos políticos e as rivalidades tribais impediram que o sistema sanitário fosse implantado e a situação perdura até hoje quase uma década depois. Os projetos se arrastam, mas espera-se que desta vez a coisa ande.
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