Sábado, 8 de outubro de 2016 - 05h06
Eleições 2016
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Saímos do primeiro turno com um fenômeno sociológico nas massas conhecido como “efeito manada” ocorrido em favor do candidato a prefeito tucano Hildon Chaves. Numa eleição em Porto Velho onde se bateu recorde de abstenções, o segundo turno abre equilibrado – e por isto mais acirrado -entre os oponentes e o deputado estadual Leo Moraes (PTB) já reagindo ferozmente para reverter à situação adversa da primeira etapa.
Vejo dois candidatos combativos, forjados nas lides estudantis lá nas universidades do Paraná - onde se formaram – e ambos com boas qualidades para administrar Porto Velho. Numa coisa, entretanto, os dois candidatos perderam o controle das suas campanhas: As militâncias agem como torcidas inflamadas e estão se pegando no pau, como em clássicos tradicionais, Flamengo x Vasco, Corinthians x Palmeiras, etc. E jornalistas imaturos trombam em cabeçadas como alces na primavera na disputa de fêmeas.
O marketing de Hildon Chaves embalou bem seu produto como ocorreu com o tucano paulista João Dória e o que se vê é uma tendência dele levar a melhor no segundo turno. Mas para Léo Moraes nem tudo perdido. Foi o melhor vereador de Porto Velho e tem o melhor desempenho como deputado estadual. Se convencer o eleitorado que está maduro para gerir a capital, ainda terá chances de virar o jogo.
A reforma política

O Congresso Nacional, sempre que pode chuta para frente à votação da reforma política, diante do receio dos deputados federais e senadores com as novas regras eleitorais. Muitos estão preocupados com a reeleição em 2018 e acreditam que poderão ser prejudicados com as alterações programadas na atual legislação.
Fala-se agora que o Senado votará em novembro a PEC que proíbe coligações partidárias e institui a cláusula de barreira para as agremiações, enquanto que na Câmara dos Deputados a prioridade será a votação do novo sistema eleitoral. A ideia vigente é que as duas casas acelerem a votação das propostas já aprovadas para que a coisa finalmente prospere.
Mesmo aprovadas, as novas regras serão chutadas para entrar em vigor em 2020, ou seja, os atuais parlamentares não serão afetados nos seus projetos de reeleições em 2018. E em 2020 será introduzida a cláusula de desempenho dos partidos valorizando as legendas mais aquinhoadas pelo voto popular.
Com 35 partidos rapinando os fundos partidários, e mais 70 em processo de criação, as grandes legendas têm sido prejudicadas na distribuição do bolo de recursos e mais do que nunca estão imbuídas na tarefa de reduzir as chamadas siglas de aluguel.
A corrida pelo ouro
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Os garimpeiros amazonenses, mato-grossenses e maranhenses já ouviram falar que o Rio Madeira, em Porto Velho, nas proximidades da ponte da Rodovia 319, novamente esta dando ouro e a fofoca se espalhou para bem longe. Muitos dos que chegaram à Rondônia nos últimos dias viram que as coisas não são assim, digamos, como na generosa década de 80.
As águas barrentas do Rio Madeira – agora esverdeadas na seca – de fato foram cenário de uma corrida pelo ouro e chegou a se rivalizar com a grande Serra Pelada no Pará. Desembarquei em Porto Velho em 80 e a capital rondoniense vivenciava o auge do ciclo aurífero, com vida noturna intensa, restaurantes lotados, o dinheiro circulando e taxas de criminalidade moderadas e aceitáveis para uma cidade que recebia tantos aventureiros e infestada de malfeitores.
Mas em tempos bicudos, um garimpeiro deixando sua draga com R$ 10 mil num final de semana, hoje é considerado o cara! Por isto todo mundo por aí esta fazendo suas contas e aparecendo em Porto Velho para dar uma espiadinha. Se a coisa continuar deste jeito as autoridades de segurança vão ter que trabalhar muito para garantir que a ponte não a afetada com tantos motores revirando o leito do rio nas proximidades das estacas.
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