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Gente de Opinião

Luka Ribeiro

O CANHÃO REVOLUCIONÁRIO


                
                  Felipe Azzi

                PORFIADOR LUSTOSA AMARANTES não tinha papas na língua. Qualquer muxoxo ou olhar de “Siá Mariquinha, cadê o frade?” e o destinatário levava pela sacada da cara um desqualificativo tal qual coice de mula.

                Era, de natural, pessoa pacífica e sempre disponível para ajudar necessitados que o procurassem. Mas os calos eram sensíveis, principalmente nos assuntos de política, que era o que transitava no sangue dos AMARANTES, desde os tempos da Revolução de 1932, em que a família participou com singular destaque, apesar de nem ser paulista.

                Uma ocasião, em plena procissão do Senhor Morto, PORFIADOR DESTEMPEROU a pessoa do sacristão AGARTINO CRUZ, porque fora interpelado pelas alvíssaras que fazia, dando vivas a tudo o que era Santo e, pior ainda, porque terminava sempre conclamando os processionários com estrondoso VIVA O SENHOR MORTO!

                De outra feita, PORFIADOR desmontou um comício político na Praça Central, ressabiado com os azedumes do palavreado de circunstantes escolados na tarefa “caça-votos”, que afirmava que “o povo não sabe votar é gosta mesmo é de ser enganado com as costumeiras promessas nunca cumpridas; povinho safado e de calibre frouxo sempre votava em troca de um par de sandálias ou de dentaduras, mas o que devia receber mesmo era um par de ferraduras!”

                Cuspindo fogo pelo cangote, PORFIADOR rebocou do fundo do quintal da casa um canhão herdado pela família após a Revolução de 1932, e queria, a todo custo, detonar a praça do comício com balaços adormecidos na antiga revolução. No que foi contido pelo pai, o Comendador GENSERICO MARZAGÃO AMARANTES, com um ultimato histórico:

                 – SUSPENDA AS ARMAS... PARE O COMBATE! A REVOLUÇÃO FRACASSOU, GETÚLIO ESTÁ GOVERNANDO EM PAZ!

                O filho era espoletado e o pai, variado da cabeça, ainda vivia no passado.

              

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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