Segunda-feira, 24 de março de 2014 - 11h03
Felipe Azzi
PAULO CORDEIRO SALDANHA – o Paulinho – antes de navegar nas letras das Academias, antes mesmo de ser administrador de dinheiros de Bancos, de encaminhar Julgados Trabalhistas, ou mesmo se tornar empresário hoteleiro empreendedor, foi jogador de futebol, dos bons. Defendia as cores vermelho e branco do festejado GUAJARÁ ESPORTE CLUBE, campeão de ferrenhas disputas na pacata e muito amada Guajará-Mirim.
Aconteceu um jogo contra o arqui-inimigo FRONTEIRA FUTEBOL CLUBE e, tendo faltado o goleiro titular, sem reserva disponível, o treinador Macedão escalou de improviso certo ZÉ-BOQUINHA para defender a meta do invencível GEC. ZÉ-BOQUINHA ainda ponderou, dizendo que não era muito dado à prática desses defensismos e que, quando nervoso, piscava mais que ambulância em trajeto de socorrência a acidentados, o que dificultava os seus entendimentos do que via. Não teve jeito. Com a partida prestes a começar, o homem foi mesmo para a baliza, municiado de boné zebrado na cabeça e, nas mãos, luvas de segurança.
Jogo duro, difícil no ataque e complicado na defesa. Os guajarinos, preocupados com a defesa e muito mais com o goleiro avulso, não se aventuravam ao ataque arrasador como de costume, do que se aproveitou o adversário e, com uma bola bem lançada nas costas da zaga, seguiu PÉ-DE-TROVÃO, um pardavasco de enormes proporções e com cara de rinoceronte vadio, rumo à meta guajarina. PAULINHO, em última instância, gritava para ZÉ-BOQUINHA fechar os ângulos de arremate para evitar a conversão do gol, nesses termos angustiados:
– Sai, ZÉ-BOQUINHA... Sai do gol... Sai do gol, ZÉ-BOQUINHA!...
ZÉ-BOQUINHA não conversou: abandonou a meta, em carreira nunca vista, e foi se alojar na arquibancada mais próxima.
O Fronteira venceu o jogo somente por esse gol. Resultado que ZÉ-BOQUINHA só ficou sabendo no dia seguinte, quando acordou dos efeitos anestésicos de especial medicação ministrada na sua irreconhecível pessoa, no Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
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