Quinta-feira, 29 de maio de 2014 - 22h03
Como em 1962, no Chile, os jogos do Brasil durante a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, também foram vistos pelos brasileiros ainda pelo sistema de VT, em partidas gravadas e que em alguns casos, como na região Norte, só eram mostrados quatro a cinco dias depois de realizados.
Até então as transmissões eram em preto-e-branco, a captação da imagem apresentava algumas deficiências, apesar da primeira Copa televisionada, ainda que só para oito países da Europa, fora a de 1954, ganha pela AlemanhaOcidental (então aquele país era dividido em duas faces, Ocidental, pró-americana e Oriental, pró-soviética).

1ª Copa ganha pela Alemanha, 1954
Ainda na Copa de 1966 o rádio era soberano na transmissão dos jogos para o Brasil, o que aconteceria até 1978 para Rondônia. Mas quatro anos depois da final em que a Inglaterra ganhou seu único título, vencendo a Alemanha na prorrogação, a TV colorida daria outra visão para os jogos.
Para transmitir os jogos de 1970 no México, foi feito um “pool” de empresas de emissoras brasileiras, e surgiu na tela o time que acabou tricampeão e a partir daí passou a ser chamado “seleção canarinho”, dístico criado pelo locutor da Globo Geraldo José de Almeida, que se tornaria a “voz da Copa” e que gritava gol com um bordão inesquecível: “Olha lá, olha lá, olha lá, no placar!”.
O MOTO CLUBE, DE RONDÔNIA, NO MARACANÃ
Mas para um grupo de jogadores do Moto Clube porto-velhense, e membros da delegação chefiada pelo jornalista e advogado Rochilmer Mello da Rocha, a Copa de 1970 deixou uma lembrança que nenhum deles esquece. O time jogou no Maracanã, na preliminar de uma das partidas eliminatórias para a Copa do México. O resultado foi 3x3 contra uma equipe formada por profissionais de times menores do Rio de Janeiro, com a camisa da Petrobras. E o túnel que ocuparam foi o mesmo em que a seleção, com Pelé e companhia usaram.
“Eles foram muito gentis e ficaram olhando o nosso time jogar, elogiando alguns jogadores. Foram dois momentos inesquecíveis, o de jogar no Maracanã e nossos atletas estarem junto aos que, algum tempo depois, seriam tricampeões mundiais”, lembrou várias vezes Rochilmer.

Gervázio e o memorial em sua casa
O zagueiro Gervázio, que atuava pelo Flamengo porto-velhense e foi emprestado para aquele jogo pelo Moto, mantém em sua residência no bairro da Arigolândia, um painel com fotos daquela partida, incluindo jornais, e de outras atividades que desenvolveu como atleta e funcionário público, como sua participação na Carvana Ford – a primeira de uma comitiva de veículos a passar pela BR-29 (364) três meses depois da rodovia ser aberta.
Outro que esteve naquela jornada, e foi autor de um dos gols motenses, o jornalista Walter Santos, também não esquece. “Fiz um gol de falta. Coloquei a bola lá onde “a coruja dorme”. Walter ainda lembra outro fato recente. Ele foi um dos atletas locais convidados – além dele a fundista Marinalva – para representar os desportistas locais quando a Taça Fifa esteve exposta em Porto Velho, há alguns dias.
“O Rivelino – atleta tricampeão que veio com a taça – conversou comigo e eu lembrei a ele que no túnel depois da nossa partida no Maracanã eu o cumprimentei. Não dá para esquecer”, disse Walter Santos.
Lúcio Albuquerque, repórter
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