Sexta-feira, 6 de março de 2026 - 08h02

“A quadra do Flamengo está à venda”. Ontem pela manhã o grande nome do vôlei rondoniense, que liderou a primeira conquista nacional do esporte do então Território Federal o meio de rede Gonzaga (hoje professor da UNIR), telefonou informando que a quadra, onde ele e tantos outros iniciaram no esporte, foi colocada à venda.
Pela minha cabeça passaram, de imediato, boas lembranças – dentre muitas que tenho conseguido guardar de meio século vivendo em Rondônia, que posso enquadrar na frase nunca esquecida ouvida da palestra de um velho professor de História em Manaus, falando para jovens na abertura do ano letivo do “Solon de Lucena em 1959: “Já palmilhei longa estrada pela qual estais iniciando suas caminhadas”.
Quando cheguei por aqui, em 1975, com previsão de ficar apenas algum tempo, os grandes locais do esporte de quadra eram a do CFAR – Comando de Fronteira Acre-Rondônia, a do Ferroviário, a do “Barão do Solimões”. Eu soube que tinha o ginásio do Flamengo da Arigolandia, e também fui informado que o voleibol não era jogado lá por ser “muito longe”.

Lá estava sendo disputada uma competição entre equipes formadas por tropas do Exército (Cfar), Guarda Territorial, BEC, do Exército (AC). Foi lá que encontrei o Walter Santos que conheci em Manaus durante o torneio pré-olímpico de voleibol e quem me introduziu no vôlei rondoniense, eu já era árbitro em Manaus. Em março de 1976 ajudei a criar a Federação desse esporte em Rondônia.

Depois de umas conversas decidiu-se colocar os jogos no ginásio do Flamengo, com seu piso de madeira o que melhorou a qualidade da prática e a seguir passou-se a realizar jogos de voleibol lá mesmo, onde dois anos depois os treinadores Gilmário (Gil) Pinheiro e Cabo Cardoso já estavam ali preparando a seleção adulta (M/F) para o brasileiro a 3ª divisão em Londrina (PR), onde o árbitro Orlando Junior chegou a atuar na final feminina, o primeiro rondoniense numa decisão esportiva c0om participação do Território.
O Gil tinha umas ideias meio malucas e teve apoio da direção da FRV (Chiquilito Erse, Walter Santos, Cardoso, professora Socorro, Mancio, Danilo Pires, João Tavares, major Luiz Pinto e outros). Para formar atletas e difundir o vôlei foi criado o torneio “Gigantão”, com garotos e meninas até 14 anos, a quadra dividida em duas e, mais tarde o “Baby Vôlei”, o “Flamengo” passou a ser o “ninho” do esporte.
AMANHÃ
Na quadra do Flamengo não tinha só vôlei
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