Sexta-feira, 30 de setembro de 2016 - 16h03

Montezuma Cruz
Antigamente, o médico montado no cavalo e com a indefectível malinha de equipamentos chegava à casa do paciente, na zona rural brasileira. Mais de 60 anos depois dessa prática, Porto Velho tem o privilégio de contar, 24 horas, sob sol ou chuva, com o valoroso Serviço de Atendimento Médico Domiciliar, o SAMD.
Quatro equipes visitam pacientes de todas as regiões da Capital, notadamente das zonas sul e leste. Enfermeiros, fisioterapeutas e motoristas cuidam de vítimas de feridas complexas, diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, cardiovasculares, respiratórias, sequelas de AVC (derrame), escaras e câncer terminal.
Levam a oxigenoterapia, auxiliam ostomizados que ingerem medicamentos via oral de 15 em 15 dias, pacientes com necessidade de remédios aplicáveis de 12 em 12 horas, carentes de nutrição enteral e suplementos. Ultimamente, cuidam até dos sobreviventes de disparos de arma de fogo e facadas.
Percorrem de ambulância, em motos e a pé, aproximadamente 500 quilômetros todo santo dia, inclusive nos fins de semana.
Apesar de todas as carências, e elas sempre existem, a Capital de Rondônia tem profissionais de saúde com alta boa vontade. E eles cativam o voluntariado para enxergar a dor do outro. O SAMD é divino, merece o reconhecimento geral. Que se multiplique. [Foto Ésio Mendes].
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