Sexta-feira, 13 de janeiro de 2017 - 14h42

MONTEZUMA CRUZ
Kim-Ir-Sem Leal Pires é um fotógrafo que andou por aqui entre meados dos anos 1970 e início dos anos 1970. Mirava pessoas, rios, pedras, florestas, o trem da Madeira-Mamoré e alguns prédios históricos. Viajava de Porto Velho a Vilhena, cruzava o velho território e depois o estado.
Nesta foto dele vemos as lavadeiras de roupas próximas à Cachoeira de Santo Antonio. Nas águas então cristalinas do Rio Madeira, elas lavavam, esfregavam e batiam a roupa na pedra ou na madeira.
Usavam o tradicional anil, depois ensaboavam e torciam algumas vezes. Um espetáculo presenciado por Kim Leal, encantado com as mulheres.
Brancas, morenas, negras, o trabalho reunia todas elas no lado de cá do maior afluente da margem direita do Rio Amazonas. Porto Velho tinha menos de 200 mil habitantes, hoje tem meio milhão.
Bacias grandes e cheias, sempre.
Senhoras com as mãos molhadas enfiavam as pernas nas águas. Batiam a roupa na pedra limpa, torciam novamente, deixavam tudo seco, igual ao que fazem há algum tempo as melhores máquinas de lavar.
E só depois desse esforço diário, elas penduravam a roupa na corda ou no varal, para secar.
Desapareceram as pedras, as lavadeiras à beira-rio também. Hoje, ainda é possível vê-las bem dispostas nos quintais da cidade. Lavando e passando, todo santo dia.
Repórter na Secom-RO. Chegou a Rondônia em 1976. Trabalhou nos extintos jornais A Tribuna, O Guaporé, O Imparcial, O Parceleiro, e na sucursal da Empresa Brasileira de Notícias (EBN). Colaborou com o jornal Alto Madeira. Foi correspondente regional da Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil.
Quinta-feira, 12 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
Antes do Estado, a escravidão; horrores vistos pelo repórter
A prática do trabalho em condições análogas à escravidão em Colorado do Oeste, Cerejeiras, Chupinguaia e Vilhena estava longe de ser um fato novo, c

Em meio século de Rondônia, o jornalista cearense Ciro Pinheiro de Andrade viu a saga da cassiterita. Seu olhar sociológico traz para análise histór

O garoto que caminhava nos arredores do Centro de Triagem de Migrantes (Cetremi), em Vilhena, não teve dificuldade para ver de perto o cadáver no chão

Direita chama esquerda na USP, e o parto urbanístico de Rondônia saiu muito bem
Saudoso geógrafo Milton Santos, da Universidade de São Paulo (USP), é um personagem pouco conhecido na história de Rondônia. Pudera, ele trabalhava
Quinta-feira, 12 de março de 2026 | Porto Velho (RO)