Sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010 - 20h18
Vermelho e alaranjado predominam entre os uniformes dos profissionais de limpeza. Eles sofrem com temperaturas acima de 30 graus
MONTEZUMA CRUZ
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RIO BRANCO, AC – Humilhada pelo marido embriagado, que lhe exigira sexo à noite, Débora Martins Lucena, 43 anos, três filhos, trocou a vida de gari por costureira na capital acreana. Já sabia um pouco, aprendeu mais e experimentou confeccionar camisas para pequenas lojas. Deu certo. Faz as pazes consigo mesmo e com o marido, que diminuiu a bebida, empregou-se numa transportadora e apreciou muito vê-la na máquina de costura, no bairro Preventório.
— Tava difícil, eu não aguentava mais o sofrimento — ela comenta. Ela e o marido Ambrósio Luís, 47, compraram uma máquina a prestação — R$ 36 mensais — numa loja do ramo.
Vestida com uniforme vermelho, Débora limpava as ruas de Rio Branco sob temperatura de 30 a 38 graus nos dias mais quentes. Não se importava com inevitáveis gracejos, muito menos com a indiferença da maioria das pessoas com as quais cruzava todo santo dia.
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À tarde, com quase 30 graus, outra gari veste vermelho, cor que absorve os raios solares. |
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Porto Velho adota três cores. O azul é para calças, mas a predominância é de tonalidades alaranjada e abóbora |
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Nova Friburgo (RJ) adota o bege e ameniza a absorvição de calor no uniforme de seus garis |

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