Quarta-feira, 16 de outubro de 2019 - 12h43

família Cinta-larga aquece a comida em seu improvisado e simplório fogãozinho a lenha. Dali saía o arroz, o feijão e a carne de caça bem assada.
Faz 41 anos a foto que Kim-Ir-Sen Leal Pires fez numa de suas visitas ao Posto Indígena do Roosevelt, esse mesmo conhecido no mundo todo por causa da exploração do diamante e da discórdia decorrente da aventura de alguns e da estúpida ganância de outros.
Kim é um fotógrafo intrépido. Nos anos 1970 e 80 transportou-se da burocracia brasiliense para floresta rondoniense, e aqui colheu frutos para seu futuro livro de imagens com textos explicativos e reveladores de nossa realidade antes e pós-Polonoroeste*.
Todos sabem e ninguém nega que, pela Terra Indígena circulam não apenas garimpeiros, mas também, representantes da combalida classe política rondoniense. Sabedores que são da existência da Capital Mundial dos Diamantes, verdadeira reguladora dessa pedra, em Antuérpia (Bélgica).
Mas o assunto é a fumaça. Este ano, a imprensa mundial voltou-se para as chamas que devoraram, outra vez, grande parte da Amazônia Ocidental Brasileira, e de outras Amazônias também.
Comparando-se o efeito da poluição, aquela de 1978 nem dava cócegas, nem pedia colírio.
Nesse quintal Cinta-Larga só havia aquela fumacinha, leve, solta, inofensiva ao verde mais tarde derrubado e no meio do qual esburacaram o subsolo à exaustão à cata do preciosíssimo e cobiçado minério.
Neste Terceiro Milênio da Humanidade, ainda nos curvaremos a situações mais amargas e estarrecedoras. No entanto, a resposta da Mãe da Natureza não tarda. Os estúpidos aguardem para ver – e para senti-la no fígado.
* Sigla do Programa Integrado de Desenvolvimento do Noroeste do Brasil, financiado pelo Banco Mundial.
Quarta-feira, 11 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
Antes do Estado, a escravidão; horrores vistos pelo repórter
A prática do trabalho em condições análogas à escravidão em Colorado do Oeste, Cerejeiras, Chupinguaia e Vilhena estava longe de ser um fato novo, c

Em meio século de Rondônia, o jornalista cearense Ciro Pinheiro de Andrade viu a saga da cassiterita. Seu olhar sociológico traz para análise histór

O garoto que caminhava nos arredores do Centro de Triagem de Migrantes (Cetremi), em Vilhena, não teve dificuldade para ver de perto o cadáver no chão

Direita chama esquerda na USP, e o parto urbanístico de Rondônia saiu muito bem
Saudoso geógrafo Milton Santos, da Universidade de São Paulo (USP), é um personagem pouco conhecido na história de Rondônia. Pudera, ele trabalhava
Quarta-feira, 11 de março de 2026 | Porto Velho (RO)