Quarta-feira, 14 de maio de 2014 - 11h48

Lando, Garibaldi, Belizário e George: em busca do reconhecimento às famílias dos "heróis da floresta" /Divulgação
MONTEZUMA CRUZ
Em Brasília
A Previdência Social identificará brevemente quantos soldados da borracha ainda recebem pensão vitalícia e quantos morreram de quatro anos para cá. A confirmação do ministro Garibaldi Alves Filho foi obtida terça-feira (13) pelo deputado Amir Lando (PMDB-RO), durante visita ao ministério, acompanhado de diretores do Sindicato dos Soldados da Borracha e Seringueiros da Região Norte (Sindsbor).
Lando pediu a Garibaldi Alves a abertura de crédito especial para aproximadamente seis mil soldados dos quatro estados. “O chamado empréstimo consignado aos seringueiros é justo. Eles são aposentados a exemplo de outros, e vamos trabalhar para que esse crédito saia de maneira responsável e justa”, disse o parlamentar.
Segundo o vice-presidente do Sindsbor, George Telles, o pedido de levantamento do número de aposentadorias pagas aos seringueiros dos Estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia permitirá “mapear aproximadamente 12,7 mil soldados que recebem pensão vitalícia previdenciária.
A diretoria do Sindsbor considera importante saber o número de óbitos nessa categoria, o que lhe facilitará “manter clareza e seriedade nas ações do sindicato”
Lando, ex-ministro, teve conversa franca com Garibaldi Alves: “Esses homens também escreveram a história do País”, disse. “Viemos aqui dar mais um passo nas reivindicações da categoria. Os soldados são pessoas heroicas, que desbravaram a Amazônia e serviram ao Brasil num esforço de guerra, numa condição militar para extrair a borracha”, acrescentou.
O ministro prontificou-se a atender as reivindicações. “Amir Lando tem prestígio e trânsito livre no Ministério. Nós vamos repassar todas as informações necessárias para que o sindicato sirva melhor a sua categoria”.
Um dos 55 mil convocados pelo governo federal para extrair látex na Amazônia durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), o aposentado Belizário Costa, 96 anos, emocionou-se: “Eu vivi um sofrimento enorme na floresta, só Deus sabe o que eu passei. Hoje eu aguardo o reconhecimento e a reparação do governo brasileiro com a nossa gente", ele disse. Costa e a mulher estão com a saúde debilitada.
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