Domingo, 29 de junho de 2008 - 17h06
Em 1983, vôo turbulento e
um governo carrancudo
MONTEZUMA CRUZ
BRASÍLIA – A tripulação do vôo do Búfalo (C-130) da Força Aérea Brasileira (FAB) enfrentou turbulência na rota para a região do Guaporé. Com mais de 1,90m de altura e carregada de equipamentos, a fotógrafa Paula Simas se curvou para dar alguns passos entre um lado e outro do avião. Nos olhos de cada um percebia-se um indisfarçável nervosismo. Baixo, perto de 1,60m, o repórter Chico Dias, de O Estado de S. Paulo, levantou-se do lugar e começou a dançar. Amarrados no chão do avião, jornalistas(voaram num Búfalo igual a este da foto a cima, para Costa Marques/INFOREL) e outros convidados começaram a rir alto. Pronto, Chico alegrou a viagem.
Naquele oito de abril de 1983 o general-presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo assinaria com os ministérios da Educação e o Governo de Rondônia, na presença do embaixador português no Brasil, um convênio para a restauração do Real Forte Príncipe da Beira. Ministros, secretários e convidados lá estavam. Anunciava-se a contratação de um grupo de peritos portugueses especializados na recuperação de monumentos militares. Ninguém ouviu mais se falar nada daquilo, 25 anos depois.
A visita ao Forte fora marcada pela indigestão. A visita e a assinatura do convênio ficaram em segundo plano. Os jornalistas encostaram-se aos ministros Carlos Átila (porta-voz presidencial), major Heitor Aquino (chefe do gabinete militar) e do general Walter Pires (Exército) para saber as reações do governo à derrubada dos alambrados do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, por manifestantes liderados pelo PC do B. Aquele estado era então governado por André Franco Montoro. O País estava na antevéspera do movimento pelas Diretas já (pedindo eleições diretas para presidente da República).
Aquino entrou num túnel, desvencilhou-se e fingiu não ouvir o que lhe perguntavam este repórter e o colega Carlos Max Torres, do Jornal do Brasil. No retorno, Figueiredo desceu em Guajará-Mirim para inaugurar a Escola Maria Celeste, junto com o então governador, coronel Jorge Teixeira de Oliveira. Dali voltou para Brasília. O Forte continuou ruindo. Dia desses foi visitado pelo ministro da Defesa Nelson Jobim.
Fonte: Montezuma Cruz -Agênciaamazônia é parceira do Gentedeopinião
Quarta-feira, 11 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
Antes do Estado, a escravidão; horrores vistos pelo repórter
A prática do trabalho em condições análogas à escravidão em Colorado do Oeste, Cerejeiras, Chupinguaia e Vilhena estava longe de ser um fato novo, c

Em meio século de Rondônia, o jornalista cearense Ciro Pinheiro de Andrade viu a saga da cassiterita. Seu olhar sociológico traz para análise histór

O garoto que caminhava nos arredores do Centro de Triagem de Migrantes (Cetremi), em Vilhena, não teve dificuldade para ver de perto o cadáver no chão

Direita chama esquerda na USP, e o parto urbanístico de Rondônia saiu muito bem
Saudoso geógrafo Milton Santos, da Universidade de São Paulo (USP), é um personagem pouco conhecido na história de Rondônia. Pudera, ele trabalhava
Quarta-feira, 11 de março de 2026 | Porto Velho (RO)