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Montezuma Cruz

Ocupação territorial do Acre é tema de livro




A expansão da fronteira acreana é de autoria da arquiteta e urbanista Soad Farias Franca 


AMAZÔNIAS
Agência de Notícias do Acre

Em busca de descobrir como se deu a ocupação urbana no Acre, a arquiteta Soad Farias Franca desenvolveu em sua tese de mestrado pesquisa sobre a ocupação do território ocorrida entre 1970 
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Soad Farias Franca esperou 12 anos para publicar tese que traz observação sobre ocupação urbana no Acre (Foto: Luciano Pontes/Secom)

a 2000. O estudo que enumera e aponta as causas dos procedimentos político-sociais que geraram a sequência de eventos culminando na criação de Rio Branco se transforma agora no livro A expansão da fronteira acreana, a ser lançado na próxima terça-feira, 13, às 19 horas na Sborba. 

Apesar de concluída em 1998 a tese não encontrou receptividade no período em que foi apresentada, na Universidade de Brasília. "As pessoas não entendiam o discurso, a proposta. As preocupações ambientais não eram presentes na vida das pessoas", diz a arquiteta que ao analisar o texto recentemente percebeu que poderia tentar publicá-lo pois encontraria um ambiente mais propício para discutir questões sobre a planejamento e produção urbanos e movimento políticos. 

Segundo a arquiteta e urbanista, o livro serve como fonte de pesquisa, memória da ocupação de Rio Branco e referência para que não sejam cometidas as imprudências referentes à falta de planejamento urbano como ocorreu na maioria das cidades amazônicas. Ela aponta três causas principais para a ocupação desordenada na região no período. O desenvolvimento das políticas de integração nacional que promoviam incentivos fiscais para atrair moradores do interior e de outras regiões; herança do sistema capitalista que colocava o fator econômico como o eixo principal das construções e o tratamento homogêneo dado à Amazônia desconsiderando as diferenças de solo. "São fenômenos como esses que produzem as cidades-colagem acabando com as culturais locais. A maioria das construções só atende aos interesses capitalistas. Os gestores precisam ter uma visão mais holística de urbanização para fazer cidades mais acolhedoras". 

Com rico acervo fotográfico colhido pela autora e pelo jornalista Pitter Lucena, o livro A expansão da fronteira acreana traz ainda, em suas mais de 280 páginas, documentos como a primeira planta do município de Rio Branco datada de 1955 e outras imagens encontradas nos arquivos públicos do Estado. A publicação tem patrocínio do Governo do Estado do Acre.   
 

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