Terça-feira, 22 de setembro de 2009 - 12h16
Inventa-se, e quem paga a conta? Recém-criada CNTur propõe o Serviço Social do Turismo. Federações do Comércio da Amazônia Ocidental são contrárias ao projeto de lei do Senado.
MONTEZUMA CRUZ
Agência Amazônia
BRASÍLIA – O governo tem dinheiro suficiente para custear a promoção do trabalhador vinculado às atividades turísticas. Pelo menos é o que expõe o parecer contrário da Secretaria do Tesouro Nacional ao projeto de lei do Senado nº 174/2009, de autoria do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO). A proposta elaborada pela recém-criada Confederação Nacional do Turismo (NTur) para criar o Serviço Nacional de Aprendizagem do Turismo tramita na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
O novo órgão seria o oitavo “S” num sistema que arrecadava R$ 11 bilhões por ano em 2008. A União gastaria mais, opina a Secretaria do Tesouro. A Súmula 1/2008 considera a proposta da CNTur “incompatível e inadequada”, inclusive em caráter autorizativo. Ela conflita com a Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), porque deixa de apresentar a estimativa do impacto orçamentário e da expectativa de compensação.
Consta no Plano Plurianual (PPA) investimentos de R$ 2,8 bilhões para o período de 2008 a 2011, no Programa Turismo Social no Brasil: Uma Viagem de Inclusão. Esse programa visa a promoção do turismo como fator de inclusão social, por meio da criação de postos de trabalho e renda.
Para o presidente da Federação do Comércio do Estado do Acre, Leandro Domingos, o novo “S” seria “uma insensatez”. Um dos líderes empresariais que vem mobilizando deputados e senadores para rejeitar a medida, Domingos disse que a defesa do turismo brasileiro tem na Confederação Nacional do Comércio (CNC) “um dos seus maiores sustentáculos”.
“A nova entidade não bancaria nem 10% do que a CNC investe no setor, atendendo principalmente estados com menor orçamento para contemplar projetos turísticos”. Segundo Domingos, as federações da Amazônia Ocidental já se reuniram para se opor ao projeto.
![]() |
|
Na semana passada, o presidente da Fecomércio-AC, Leandro Domingos, procurou o deputado Fernando Melo (PT-AC) e visitou outros deputados federais e senadores para justificar a rejeição da Amazônia Ocidental ao projeto que cria mais um S, o do turismo /M.CRUZ |
Quinta-feira, 12 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
Antes do Estado, a escravidão; horrores vistos pelo repórter
A prática do trabalho em condições análogas à escravidão em Colorado do Oeste, Cerejeiras, Chupinguaia e Vilhena estava longe de ser um fato novo, c

Em meio século de Rondônia, o jornalista cearense Ciro Pinheiro de Andrade viu a saga da cassiterita. Seu olhar sociológico traz para análise histór

O garoto que caminhava nos arredores do Centro de Triagem de Migrantes (Cetremi), em Vilhena, não teve dificuldade para ver de perto o cadáver no chão

Direita chama esquerda na USP, e o parto urbanístico de Rondônia saiu muito bem
Saudoso geógrafo Milton Santos, da Universidade de São Paulo (USP), é um personagem pouco conhecido na história de Rondônia. Pudera, ele trabalhava
Quinta-feira, 12 de março de 2026 | Porto Velho (RO)