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Montezuma Cruz

Pelé escapa de outro atentado



Pelé
escapa de outro atentado  entre Cujubim e Rio Crespo


EPAMINONDAS HENK
Agência Amazônia


 PORTO VELHO – Somente esta semana chegou à capital de Rondônia a notícia de um novo atentado sofrido pelo líder camponês José Fonseca, o Pelé, no dia 12 deste mês. Ele viajava de moto com sua filha, de Cujubim para Rio Crespo, a 160 quilômetros de Porto Velho, quando percebeu que era seguido pelo filho da fazendeira Maria Della Libera e outros cinco homens, em três motos. Segundo relato divulgado esta semana pelo site “Resistência Camponesa”, com depoimento de Pelé, as motos o ultrapassaram e se distanciaram em seguida. 
 

Pelé escapa de outro atentado   - Gente de Opinião
Pelé sofre o segundo cerco em menos de dois meses; desta vez, com a filha / DIVULGAÇÃO

“Numa curva da linha 100, na mata da Fazenda Nova Era, eles fizeram uma emboscada armados. Percebendo, Pelé largou sua moto na estrada e conseguiu escapar com a filha, entrando no mato, e lá ficaram, das 6 horas da tarde até às 9h da manhã seguinte. Os pistoleiros passaram a noite toda na estrada, ao redor da moto e gritaram várias vezes que iriam pegá-lo e matá-lo”.

A Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e da Amazônia Ocidental (LCP) atribui à fazendeira Maria Libera a responsabilidade pelo despejo no Acampamento João Batista, pelo seqüestro e tortura de um jovem camponês e pela tentativa de assassinato contra Pelé, quando ele foi atingido com dois tiros na perna, em março passado. “O atentado e seus autores estão impune”, acusa.

Ainda conforme a LCP, os camponeses se refugiaram no acampamento vizinho, Terra Boa, onde se queixam de que continuam sendo ameaçados pelo filho da fazendeira e pelo grupo de pistoleiros. "Eles andam armados pelas estradas e duas vezes tentaram atropelar crianças em frente ao acampamento. Agora, estavam com a caminhonete do conhecido Chaule, um dos três maiores madeireiros de Cujubim, que ataca camponeses na região desde 2008”, afirma a LCP.

Na semana passada, em uma reunião com fazendeiros em Ariquemes, Chaule teria afirmado que dispõe de R$ 500 mil “para comprar armas e pistoleiros”. A LCP reage: “Conclamamos todos os camponeses, trabalhadores da cidade, estudantes e intelectuais honestos, democratas e lutadores para denunciarem mais esses crimes contra os camponeses em luta pelo sagrado direito à terra. E avisamos: qualquer coisa que ocorra a Pelé ou algum camponês dos Acampamentos João Batista e Terra Boa, será de inteira responsabilidade da fazendeira Maria Della Libera, do madeireiro Chaule e do Incra. As famílias camponesas não estão dispostas a serem massacradas e irão se defender. 

Fonte: Montezuma Cruz - A Agênciaamazônia é parceira do Gentedeopinião e do OpiniãoTV

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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