Porto Velho (RO) quinta-feira, 12 de março de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Montezuma Cruz

Poder Judiciário conhece experiências socioambientais de Juruena


Poder Judiciário conhece experiências socioambientais de Juruena - Gente de Opinião 

ANDRÉ ALVES
Pauta Socioambiental


Uma equipe do Poder Judiciário de Mato Grosso está em Juruena, no Noroeste de Mato Grosso, para conhecer iniciativas socioambientais da região que possam ser replicadas em assentamentos do estado. O projeto Poço de Carbono Juruena foi uma das experiências visitadas. Fazem parte da equipe a juíza Adriana Sant’Anna Coningham, da Vara Especializada de Direito Agrário, dois defensores públicos e um técnico da Ouvidoria Agrária Nacional, do Ministério de Desenvolvimento Agrário.

 
 
Desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena, com patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental, o projeto envolve mais de 260 famílias do município e tem a meta de plantar um milhão e quinhentas mil mudas de espécies frutíferas e florestais nativas da Amazônia para formação de sistemas agroflorestais. Além das mudas, os agricultores recebem orientação técnica, capacitações, insumos e participam de intercâmbios em outras experiências consolidadas na região. 
 
 
Na terça-feira (13) os representantes do Poder Judiciário conheceram o trabalho de organização social das comunidades envolvidas no projeto, o programa de educação ambiental com as escolas municipais e estaduais do município, desenvolvido em parceria com a Prefeitura, o plantio de espécies nativas em sistemas agroflorestais e a comercialização da produção destas áreas e dos produtos florestais não-madeireiros, como a castanha-do-Brasil. Para Paulo Nunes, coordenador técnico do projeto, esta é uma oportunidade importante para Mato Grosso dar um salto na área socioambiental. “Até pouco havia resistência em se implantar sistemas agroflorestais na Amazônia, mas nós estamos mostrando a viabilidade econômica e ambiental de consorciar espécies numa mesma área”, explica. 
 
 
Ontem (14) foram visitadas a Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer e a Associação de Mulheres Cantinho da Amazônia, ambas no Assentamento Vale do Amanhecer. As duas entidades somam 170 associados que produzem azeite, farinha, doce, macarrão e biscoitos de castanha do Brasil e que foram premiadas, respectivamente, no Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e no Prêmio de Tecnologias Sociais, promovido pela Fundação Banco do Brasil.
 
 
Apoiadas pelo projeto, anualmente elas beneficiam 300 toneladas de castanha de assentamentos e terras indígenas de oito municípios do noroeste de Mato Grosso e de Rondônia. A producão é comercializada na região para mais de 40 mil pessoas atendidas pela rede de proteção e promoção social e rede pública de ensino

 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 12 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Antes do Estado, a escravidão; horrores vistos pelo repórter

Antes do Estado, a escravidão; horrores vistos pelo repórter

A prática do trabalho em condições análogas à escravidão em Colorado do Oeste, Cerejeiras, Chupinguaia e Vilhena estava longe de ser um fato novo, c

O jumento é nosso irmão

O jumento é nosso irmão

Em meio século de Rondônia, o jornalista cearense Ciro Pinheiro de Andrade viu a saga da cassiterita. Seu olhar sociológico traz para análise histór

O menino viu

O menino viu

O garoto que caminhava nos arredores do Centro de Triagem de Migrantes (Cetremi), em Vilhena, não teve dificuldade para ver de perto o cadáver no chão

Direita chama esquerda na USP, e o parto urbanístico de Rondônia saiu muito bem

Direita chama esquerda na USP, e o parto urbanístico de Rondônia saiu muito bem

Saudoso geógrafo Milton Santos, da Universidade de São Paulo (USP), é um personagem pouco conhecido na história de Rondônia. Pudera, ele trabalhava

Gente de Opinião Quinta-feira, 12 de março de 2026 | Porto Velho (RO)