Porto Velho (RO) quarta-feira, 11 de março de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Montezuma Cruz

Tênqui, tavera indo, usotro


Tênqui, tavera indo, usotro - Gente de Opinião

 

Tavera indo, nera?
Eu ia, ou estava indo. Não era?

Tênqui virar a etiqueta para ver a validade.
É preciso.

Eu têo 47 castanheiras plantadas.
Tenho.

Vô trabando devagar.
Vou trabalhando de devagar

Ê Harli, traubujão!
Ei Harli, traga o bujão.

Ucê conhece o pudê economicudele?
Poder econômico dele (cacófato).

U sinhô, é souleiti?
Atendente da padaria, perguntando ao freguês se ele só compraria o leite.

U seu pão é o milhó.
Seu pão é o melhor.

Usotro pé de mandioca, eles arrancaram.
Os outros.

* * *

Um pouco do jeito nortista e nordestino de falar no Distrito Federal e em Porto Velho. Anotei frases em minhas viagens de ônibus, metrô, nas ruas a pé, e na convivência com funcionários do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. Modificações ocorridas com o uso de cacófatos, fonemas, pleonasmos, verbos conjugados pela metade ou misturados.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

Gente de OpiniãoQuarta-feira, 11 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Antes do Estado, a escravidão; horrores vistos pelo repórter

Antes do Estado, a escravidão; horrores vistos pelo repórter

A prática do trabalho em condições análogas à escravidão em Colorado do Oeste, Cerejeiras, Chupinguaia e Vilhena estava longe de ser um fato novo, c

O jumento é nosso irmão

O jumento é nosso irmão

Em meio século de Rondônia, o jornalista cearense Ciro Pinheiro de Andrade viu a saga da cassiterita. Seu olhar sociológico traz para análise histór

O menino viu

O menino viu

O garoto que caminhava nos arredores do Centro de Triagem de Migrantes (Cetremi), em Vilhena, não teve dificuldade para ver de perto o cadáver no chão

Direita chama esquerda na USP, e o parto urbanístico de Rondônia saiu muito bem

Direita chama esquerda na USP, e o parto urbanístico de Rondônia saiu muito bem

Saudoso geógrafo Milton Santos, da Universidade de São Paulo (USP), é um personagem pouco conhecido na história de Rondônia. Pudera, ele trabalhava

Gente de Opinião Quarta-feira, 11 de março de 2026 | Porto Velho (RO)