Domingo, 11 de janeiro de 2009 - 23h05
O negócio foi fechado por R$ 4,2 bilhões, metade do valor da instituição, segundo avaliação feita para o acordo. O Banco do Brasil em comunicado justificou a compra afirmando que "O valor da operação, consistente com os patamares atuais de avaliação em bolsa do próprio Banco do Brasil, foi calculado com base em avaliação econômico-financeira elaborada por consultores contratados pelo Banco do Brasil, a qual levou em consideração, entre outras metodologias, as perspectivas de rentabilidade futura e o fluxo de caixa descontado do Banco Votorantim, devidamente ajustados pela conjuntura econômica atual".
Ora a concretização do negócio acontece depois de três meses de negociações, iniciadas quando o Votorantim enfrentou dificuldades financeiras devido à crise financeira global e não se percebe claramente qual a vantagem para o Banco do Brasil que apenas alega que a inclusão da parte que lhe caberá no banco Votorantim elevará seus ativos para R$ 553,3 bilhões, observando os dados consolidados até o final de setembro. Tal valor nem mesmo é o suficiente para ultrapassar o Itaú/Unibanco, que juntos, segundo dados do Banco Central, possuem ativos de R$ 577,77 bilhões o que poderia, supostamente, ser uma finalidade, mas, que, para a grande maioria dos analistas não representa nada na medida em que é muito mais lógico, sob o ponto de vista operacional, melhorar os serviços e a capacidade da rede do Banco do Brasil que é vista pela grande maioria de seus clientes como de baixa qualidade haja vista as agências lotadas, as reclamações que se avolumam e os juros que até o próprio presidente criticou publicamente. Se o Banco do Brasil tivesse adquirido a maioria ainda seria defensável. Sem ela a operação parece mais uma operação de socorro a uma grande empresa do que qualquer outra coisa.
As aquisições somente são justificáveis quando acrescentam maior capacidade como foi o caso, em novembro do ano passado, do banco estatal adquirindo a Nossa Caixa por R$ 5,386 bilhões que tinha capilaridade no maior estado do país e acrescentava carteiras. Não é o caso do Votorantim. È pífia a desculpa de buscar o topo do ranking em ativos nem acrescenta muito dizer que se trata de fortalecer a carteira de veículos por ter nele uma atuação discreta. A atuação discreta é por falta de pessoal e crédito no setor o que a fusão não irá ajudar muito na medida em que é a fusão de um pequeno com um gigante mesmo que, em junho, a Votorantim tivesse uma carteira de R$ 17,9 bilhões e presença nas principais concessionárias do país.
Há quem considere a compra um mega escândalo na medida em que uma operação deste volume é realizada do dia para a noite (inclusive é recente a permissão para o banco realizar este tipo de operação) com o dinheiro do contribuinte. O BB não necessita ser o maior banco em ativos. Quem ganhou com esta operação? Se o BB deseja crescer basta trabalhar melhor como banco de fomento, baixando juros, reduzindo suas tarifas de serviços e se tornando mais ágil para ajudar os empreendedores. A impressão que fica, numa hora desta de crise, é que as benesses são só para os grandes. Tanto dinheiro não seria muito melhor empregado para estimular a produção? No entanto os empresários se queixam da falta de apoio do Banco do Brasil que, inclusive, os prejudica debitando empréstimos e/ou pequenos valores nas suas contas e devolvendo cheques. Espera-se que a oposição se pronuncie diante desta operação ou ficarão calados para sempre?
Fonte: Jornal Diz Persivo
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