Sábado, 28 de março de 2015 - 12h10
Silvio Persivo
A prisão de ventre ou intestino preso (termos populares pelos quais são conhecidos a constipação e obstipação) se observa quando a pessoa evacua menos de três vezes por semana. Na prisão de ventre as fezes, geralmente, ficam duras, secas, pequenas e difíceis de eliminar. Algumas pessoas com intestino preso acham dolorido tentar evacuar, e, frequentemente, experimentam a sensação de inchaço e intestino cheio. O fato real é que as funções normais de excreção do corpo não funcionam. Em geral as pessoas, embora se sintam incomodadas, com uma prisão de ventre moderada não precisam tomar laxantes. Porém, para muitos que fizeram mudanças na dieta e estilo de vida, e ainda assim continuaram com o intestino preso, o médico pode receitar laxantes por um período curto de tempo, afim de aliviar a situação. O duro mesmo é quando a prisão de ventre se prolonga, o que requer o uso de medidas mais drásticas que não as caminhadas, beber mais água e tomar os laxantes, normalmente, utilizados nesta situação. É preciso, em casos assim, um acompanhamento médico e, em alguns casos, medidas radicais. E tudo porque um setor importante do corpo não funciona bem e, justo, aquele que precisa expelir os elementos nocivos.
Infelizmente, no momento, o Brasil experimenta uma enorme (e prolongada) prisão de ventre, se formos comparados com um corpo. Efetivamente, para um país funcionar bem é preciso, indispensável que seus órgãos políticos processem bem as demandas públicas. É o oposto do que acontece no país: passamos por uma imensa e crônica incapacidade de processar as necessidades da população, ou seja, de fato, os organismos políticos não funcionam, não processam, nem expelem os materiais nocivos ao funcionamento da política. Estamos sim, emperrados, com um imenso bolo que faz com que os intestinos políticos fiquem presos não por dias, mas, por meses, anos e, o que é pior, o médico que nos trata deve ser um daqueles “sem noção”, cubano do “Mais Médicos”, que não entende nem as causas, nem da prevenção e/ou do tratamento para nos ajudar a obter alívio.
Acontece que, para sobreviver, o corpo terá que, fatalmente, expelir os elementos nocivos. Afinal, com o constante agravamento da “prisão de ventre”, será impossível continuar negando os fatos. Infelizmente, conforme a experiência nos ensina, a dor irá se tornando insuportável e, com o tempo, será preciso, sem dúvida, buscar soluções, inclusive aquelas que exigem remédios mais drásticos. Não há muito a ser feito. Dor de barriga pode ser ignorada por algum tempo, relevada mesmo, mas, chega uma hora que o corpo não pode mais continuar mantendo o que lhe faz tanto mal. Há certas doenças que precisam ser tratadas e, é claro, quanto mais se demora o tratamento, mais problemas teremos para voltar a ter uma vida normal.
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