Sábado, 3 de julho de 2010 - 08h50
É bem verdade que não é bom médico quem diagnostica a doença fazendo a autopsia, mas, como no futebol o que vale é o que se apresenta dentro das quatro linhas e nos noventa minutos, seria impossível prever um jogo como o de hoje entre Brasil e Holanda. Havia, é claro, alguns indícios a favor da Holanda como o fato de ter tido até então 100% de aproveitamento e ter sido sempre mais objetivo no seu futebol, porém, havia a premissa de que o Brasil ainda não havia jogado o que se esperava dele. O problema é que acabou a Copa assim. E sua defesa que havia falhado já duas vezes antes tornou a falhar duas vezes num mesmo jogo. E, convenhamos, o segundo gol, apesar de ser uma jogada ensaiada, ainda é desculpável. O primeiro não. O primeiro foi uma batida de cabeça da zaga com o goleiro engolindo um gol na disputa com seu próprio zagueiro, ou seja, um gol bobo, um gol infantil. E um gol faz toda diferença.
O impressionante é que o Brasil, apesar de ter tido menos posse de bola já no primeiro tempo, deu a nítida impressão de que poderia liquidar o jogo a qualquer momento, porém, não o fez. E ao não fazê-lo voltou no segundo tempo com salto alto, como se já o tivesse feito e a Holanda foi aos poucos impondo seu ritmo. Com o gol o time brasileiro desarranjou-se definitivamente e, para por fim, a sua capacidade de reação veio o golpe fatal. A desleal jogada de Felipe Melo era uma morte anunciada. Ele já havia cometido deslize semelhante contra a Costa do Marfim e qualquer comentarista mediano já havia dito e repetido que era um grande risco colocá-lo numa partida importante por ser de sua natureza uma maldade incontida. E, assim como o escorpião não foge de sua natureza, o que se cantava em prosa e verso de Felipe Melo aconteceu: fez o que se esperava dele. Ali se encerravam os sonhos do Brasil ganhar a Copa.
Num torneio como a Copa do Mundo onde cada jogo, em especial na fase de mata-mata, um erro pode ser fatal nós erramos muito mais do que podíamos errar. E tiremos o chapéu para quem merece que se tire. A Holanda, uma equipe capaz, eficiente, fez o que devia ter feito, inclusive os dois gols que nos tornaram a Eslováquia das quartas na medida em que também poderiam ter ganho e perderam pelos mesmos fatídicos 2x1. Futebol é gol. É claro que as jogadas fazem sua beleza. Porém, o jogo tem um objetivo simples: colocar a bola na rede adversária mais vezes. E não é preciso muito esforço para se verificar que é preciso ser competente nos fundamentos. O Brasil foi arrogante, de fato. Entrou no segundo tempo com a empáfia de quem tinha ganho, no entanto, o jogo só está ganho quando termina. E quando terminou a Holanda comemorava o fato de que, com simplicidade e objetividade, mandou Dunga e seus comandados para casa e fez história. Sem choro nem vela o mundo ficou alaranjado.
Fonte: Sílvio Persivo.
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