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Silvio Persivo

A zebra com gosto de queijo suíço



A zebra custou a aparecer, mas, apareceu. E logo em cima de quem, para todos os efeitos, era a favorita para a conquista da Copa, a Espanha, cujo retrospecto não inspirava a pensamentos de que o animal alvinegro pudesse cavalgar nas suas costas, porém, como futebol é mesmo uma caixinha de surpresas, onde menos se espera ela aparece. O que foi mais surpreendente ainda é que, mesmo com o nervosismo previsto de estréia, os espanhóis começaram o jogo fazendo valer sua qualidade superior, com uma posse de bola impressionante e um máximo de dois toques na bola por jogador. As ações ofensivas dos espanhóis pareciam indicar que, pelo seu lado esquerdo, com Iniesta e Capdevilla, aprontando o gol seria uma questão de tempo.

A Suíça, por seu lado, mesmo com um sistema defensivo compacto não mostrava ter nem a opção de um contra-ataque com o mínimo de eficiência. Sem sucesso nas suas investidas a Espanha só acordou a torcida quando Iniesta pegou uma bola rebatida na entrada da área e fez um lindo passe, de primeira, deixando Pique em condições de marcar, mas, mesmo aplicando um belo drible no marcador suíço acabou chutando em cima do goleiro, que fechou muito bem a jogada. O próprio Iniesta sofreu uma falta que só não foi pênalti por centímetros e foi só. O fim do primeiro tempo deixou a impressão de que a Espanha poderia ganhar mesmo sem muita criatividade.

No segundo tempo as seleções voltaram sem alterações, mas com posturas diferentes do primeiro tempo. O jogo ficou mais aberto e com muito mais espaços. Melhor para os espanhóis, que giravam a bola com mais qualidade e tinham opções de ataque pelas duas laterais e, mais do que nunca, deu a impressão de que iriam furar o bloqueio suíço. A impressão se desfez aos seis minutos, quando, para surpresa geral apareceu um rápido contra-ataque suíço, o primeiro do jogo, em que Derdiyok foi lançado e dividiu com Casillas. No rebote, Fernandes tentou duas vezes antes de marcar diante do desespero dos jogadores espanhóis que quase não acreditavam no pesadelo que era o gol naquele momento. Com o gol, Del Bosque colocou o artilheiro Fernando Torres para tentar mudar o panorama da partida que passou a ficar completamente aberta, com a Espanha atacando como sempre, porém, agora, com a Suíça ameaçando muito mais nos contra-ataques. A Espanha era mais ofensiva e de tanto insistir conseguiu seu melhor resultado: Xabi Alonso acertou o travessão depois da cobrança de escanteio. O lance assustou os suíços, que recuaram ainda mais, atraindo a Espanha para o campo de ataque. O jogo ficou de um ataque contra uma defesa e se tornou de vida e morte. Emocionante dentro de suas limitações. E, por incrível que pareça, num contra-ataque mortal. Derdiyok recebeu novo lançamento, driblou o zagueiro e tocou de forma sutil no contra-pé de Casillas. A bola beijou de leve a trave devolvendo o perigo. Os suíços souberam agüentar a pressão, controlar o nervosismo e garantir o resultado. Depois foi somente festejar a presença da primeira zebra da Copa. E deixou uma lição cruel: de nada vale ser superior. Tem que fazer gol.

  Fonte: Sílvio Persivo
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