Domingo, 7 de setembro de 2025 - 11h43

Existem
pessoas que amamos pelo simples fato de serem amáveis. E há outras, como meu
ilustre amigo Bule-Bule-que, além de amável, é quem mantém vivas as tradições
musicais sertanejas da Bahia e, ao mesmo tempo, referência da literatura de
cordel, graças ao seu inegável talento. Tive a sorte de conhecê-lo em Rondônia,
acompanhado de Antônio Queiroz, outro grande talento que já subiu para o outro
patamar. Como Queiroz diz em versos sobre amizade: “quando a gente está com
sorte, encontra sem procurar”. A dupla fez história em Porto Velho e no
interior, levando seu canto e sua poesia aos rincões mais distantes, outrora,
Santa Luzia, uma vila ainda, ou Cacaulândia onde haviam poucas ruas. Em muitas
noites, nos brindaram com música e boas conversas que ficaram na memória
tornando suas figuras inesquecíveis em nossa memória.
Naquela
época eu estava meio apaixonado e distante do meu amor, e Bule-Bule teve a
gentileza de cantar uma bela canção sua (Ela) para minha mulher, pelo telefone
coisas do romantismo do século passado. A música e a poesia de Bule-Bule
resistem ao tempo e continuam a trazer satisfação a muitas pessoas. Um artista
prolífico que não se deixou abalar por uma doença traiçoeira, a diabetes, que
lhe deu uns problemas de saúde. Ele superou os obstáculos e, no último dia 31
de julho, em celebração dos 202 anos da Independência da Bahia, no Museu de
Arte Contemporânea da Bahia (MAC Bahia), o governador Jerônimo Rodrigues (PT)
concedeu-lhe a Medalha da Ordem 2 de Julho, no grau de Comendador Antônio
Ribeiro da Conceição (Mestre Bule-Bule). A honraria não foi concedida apenas a
ele, mas a 18 agraciados, incluindo Maria Bethânia e Daniela Mercury. Além de
já possuir títulos como Cidadão Honorário de Salvador e a Ordem do Mérito,
ainda há muito a fazer para homenagear esse artista que participa do
longa-metragem “Luiz Gonzaga – Légua Tirana”, retratando a vida do Rei do
Baião, um dos maiores símbolos da cultura nacional. A obra, produzida pela Mont
Serrat Filmes e a Cinema no Interior, apresenta o legado do músico através de
ritmos, paisagens e sonoridades de sua origem pernambucana. Convido você a conhecer o trabalho de
Bule-Bule nas redes: Veja, por exemplo, (https://www.facebook.com/reel/9294070697295046);
Facebook (https://www.facebook.com/search/top?q=bule%20bule%20oficial%20
) e confira o clipe “Vá Canarinho” no
YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=x9Md-KdNem8&list=RDx9Md-KdNem8&start_radio=1).
Bule-Bule, meu querido, mojubá! Que os deuses da música e da poesia continuem
abençoando seu caminho.
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