Quarta-feira, 7 de julho de 2010 - 20h26
Se esta primeira Copa do Mundo na África vai chegando ao seu final devendo em nível técnico não deve mais nada em termos de surpresas e emoção. Também se foram as vuvuzelas, as olas, a torcida, as musas e a festa que marcaram seu tempo não se poderá, no futuro, deixar de falar sobre o polvo Paul que, pelo menos, em relação à Alemanha acertou 100% das predições.
O animal danado e azarento para a equipe alemã. Mas, a grande realidade é que a Alemanha esteve longe de lembrar a equipe que enfrentou a Argentina nas quartas de final. Méritos, é também verdade, para a Espanha que não deixou espaços para jogar. O que se viu no no jogo foi uma Fúria marcando no campo de ataque, tendo a posse de bola e mandando na partida. Até as chances de gols, logo no início, foram da Espanha e o artilheiro Villa teve uma grande chance que foi parar nas mãos do excelente Neuer. Puyol também chegou a assustar de cabeça, depois da cobrança de escanteio.
Como consolo os alemães passaram a arriscar de longe. Trochowski disparou um chute de esquerda, do meio da rua, e Casillas espalmou. Os alemães chiaram sem razão sobre um pênalti em cima de Özil. O meia recebeu passe em profundidade e esbarrou nos zagueiros. O lance foi alvo de muita reclamação, mas, o árbitro indiferente mandou seguir. Terminou o primeiro tempo a Espanha muito melhor com mais posse de bola e mais chutes ao gol.
Para quem pensava que o segundo tempo poderia ser diferente logo, aos cinco minutos de jogo, o jovem Pedro encontrou Villa em condições de marcar. O artilheiro do recebeu e preparou, porém, foi abafado pelo goleirão da Alemanha. A Alemanha recebeu o aviso de que a Espanha pretendia chegar à final. E o jogo prosseguiu dando Fúria. Aos 13 minutos, Iniesta, que parecia estar em todo o campocruzou da direita. Puyol subiu bonito, subiu alto, subiu como sobem os zagueiros que marcarão o gol. O cabeceio dele foi um tiro. Mas a bala foi perdida. A bola passou por cima do gol de Neuer, gerando um grito de delírio coletivo. A Alemanha, aos poucos, se controlou e parecia capaz de barrar o ânimo espanhol. “La Roja” viu suas ameaças de gol serem mais raras, todavia, os alemães foram incapazes de se acertar, de encontrar a mesma criatividade de outros jogos.
Até ensaiaram, em três contra-ataques com o veneno habitual e acabaram se enrolando nas próprias pernas. A Alemanha ficou resumida a cruzamentos e só assustou uma vez. Muito pouco para quem quer ser campeão do mundo. Não vale a pena lembrar as oportunidades que a Espanha desperdiçou, mas, o gol salvador veio. Aos 27 minutos, Xavi cobrou escanteio e Puyol subiu mais alto que os grandalhões germânicos e bateu com força e precisão. Quem não irá esquecer disto é o goleiro Neuer que viu, sem puder fazer nada, a bola explodir no barbante. Golaço.
E, para o desespero alemão, o povo Paul tinha razão. Para o bem do futebol mundial dois países que já mereciam ter tido uma sorte melhor irão disputar a final. Ave jabulani!
Fonte: Sílvio Persivo
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