Segunda-feira, 20 de junho de 2011 - 17h41
Acaba de ser aprovado no Congresso Nacional a nova modalidade de negócios denominada Empresa Individual de Responsabilidade Limitada que pode reduzir ainda mais a burocracia e favorecer os pequenos negócios. Só falta mesmo a sanção da presidente Dilma Roussef. O atual presidente o Sebrae, Luiz Barretto, ao comentar a aprovação do Projeto de Lei Complementar 18/11 pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em caráter terminativo, o que significa que o projeto não precisa passar pelo Plenário da Casa, seguindo direto para sanção presidencial, afirmou que “A redução da burocracia é sempre positiva para o empreendedor e para o país. É importante que apenas as pessoas interessadas em fazer parte de uma sociedade estejam formalmente num empreendimento, até mesmo para qualificar as micro e pequenas empresas. A aprovação da Empresa Individual é mais um mecanismo para favorecer os pequenos negócios, assim como ocorreu com o Empreendedor Individual, que já tem mais de 1,1 milhão de profissionais formalizados”.
E não deixa, efetivamente, de ser mais um passo que melhora o ambiente para as micros e pequenas, pois, pela redação da proposta, apenas o patrimônio social da empresa responde pelas dívidas do negócio, ficando de fora o patrimônio do dono o que é fundamental, de vez que na situação atual quando a empresa quebra, o patrimônio pessoal do empresário também vai para execução fiscal. Não é que esteja pregando a falta de responsabilidade, porém, com a legislação em vigor, a burocracia, os impostos altos e os encargos sobre a mão de obra manter uma empresa é ter uma sociedade desigual com o governo e com os bancos, que ganham muito enquanto as micro e pequenas suam para se manter. A rigor, como economista, não posso deixar de acentuar, e já fui empresário e sei o que estou dizendo, é uma vocação misturada com uma espécie de loucura abrir um negócio no Brasil atual.
Creio mesmo que o Brasil que, nos últimos doze meses, mesmo com uma carga tributária de país rico, com uma burocracia esmagadora e com uma das maiores taxas de juros do mundo, demonstra que é um país capaz de suportar qualquer coisa pelo fato de que os micros e pequenos, mesmo sob estas condições, criaram dois milhões de empregos. Imagine se tivessem digamos 60% da cultura norte-americana de incentivo ao empreendedorismo, legislação favorável e crédito farto? Certamente, quando isto acontecer, teremos a verdadeira revolução social do País. Quando se abre esta nova modalidade de empresa, que será constituída por uma única pessoa titular do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior a 100 vezes o maior salário mínimo vigente no país, é mais uma portinha para empreender que se vislumbra, porém, ainda creio que, nos próximos 10 anos, possamos fazer a revolução de fato da micro e pequena empresa. Se derem aos micros e pequenos uma condição melhor não tenham dúvidas que aí caminharemos, de fato, para o futuro sem igual com uma distribuição de riqueza muito mais justa.
.jpg)
Fonte: Sílvio Persivo - silvio.persivo@gmail.com
Gentedeopinião / AMAZÔNIAS / RondôniaINCA / OpiniaoTV / Eventos
Energia & Meio Ambiente / YouTube / Turismo / Imagens da História
Quarta-feira, 1 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)
Entre autopoiese e inteligência artificial: o que ainda nos torna vivos?
O biólogo chileno Humberto Maturana, em parceria com seu compatriota Francisco Varela, formulou uma das mais influentes teorias contemporâneas sobre

As provocações de Carlos Alberto Brasil Fernandes
Recebi do amigo Samuel Castiel o livro A Minha Visão de Mundo, do também médico Carlos Alberto Brasil Fernandes. Ao me entregá-lo, limitou-se a dize

Um manifesto pós-moderno: a alma contra a máquina
O que me inquieta na cultura contemporânea não é a tensão entre o novo e o antigo. O antigo, afinal, guarda o prestígio da permanência; mestres como

É preciso soltar as amarras do Brasil
Apesar da tentativa recorrente de dourar a realidade com indicadores reinterpretados ou leituras otimistas do cenário econômico, os fatos acabam sem
Quarta-feira, 1 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)