Quinta-feira, 18 de janeiro de 2024 - 07h25

O ensino brasileiro, todos
sabem, passa a muito tempo por uma crise. Embora o número de vagas nos cursos
públicos tenha aumentado isto, sem dúvida, se fez em detrimento da qualidade.
E, nós, professores, constatamos que, a cada ano, recebemos turmas com uma menor
quantidade de alunos e com problemas de entendimento que, por mais que se
queira negar, provém do fato de que foram afrouxados os sistemas de avaliação e
de entrada no ensino superior. A crise, no entanto, ultrapassa isto e se
desenvolve em cima de que enquanto as universidades ficam, cada vez mais,
burocráticas, o mundo de torna mais flexível, fragmentado, digital e
especializado. Mais: na medida em que o diploma não é mais garantia de melhoria
econômica e de emprego o ensino superior perde atrativo. Inclusive, a evasão é
enorme porque os alunos de hoje, práticos e com as dificuldades econômicas,
fazem cálculos: gastam somente, por exemplo, para ir a Universidade de Rondônia,
13 quilômetros na BR, no mínimo, se de ônibus, R$ 225, 00 por mês, sem contar
que lá terão que gastar com alimentos, o que é muito mais caro do que a
mensalidade de uma formação por EaD.
Esta é uma das razões-quase todas as federais são distantes-pela qual,
principalmente a partir da pandemia de Covid-19, o ensino à distância aumentou
enormemente e se tornou maior do que o presencial. E com a grande vantagem de
que é o ensino que se adapta ao aluno e não o contrário. As nossas
universidades estão paradas no tempo, sem aparato tecnológico e deveriam mudar,
inclusive a oferta de formações e disciplinas. Não há clima para isto por
conformismo e conforto. É preciso lembrar que, entre os direitos da Constituição
de 1988, ficou que estabelecido que a educação, como um direito social, deve
assegurar a liberdade de iniciativa privada, desde que sejam respeitadas as
normas gerais e a qualidade do ensino público. Isto implica em que a educação,
um direito fundamental, deve ser acessível para todos e de qualidade,
independentemente de ser público ou privado, presencial ou à distância. Os
cursos de EaD possuem práticas presenciais, muitos deles mais do que exigido
legalmente, e qualidade. Além de que, para muitas localidades, são a única
forma de acesso a uma educação melhor. A
questão não é de ser presencial, ou não, mas de ter qualidade e é ao MEC que
cabe regular e avaliar a qualidade. E há muitos cursos de EaD cuja qualidade é
muito melhor do que muitos cursos presenciais. A questão é que seja qual for a modalidade
precisamos é de ensino de qualidade para todos e o aluno, ou profissional, deve
ter a liberdade de escolher a modalidade que quiser. É preciso sim que o ensino
mude, se adapte a uma nova realidade e se torne flexível. Não há espaço mais
para o ensino ter uma ótica só e ficar indiferente ao que acontece na
sociedade. Não precisamos de mais regras e sim de criar formas do ensino ter a
qualidade que deve ter e o ensino à distância é um meio indispensável para a
melhoria do ensino brasileiro.
Quarta-feira, 11 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
Os desafios do Brasil num cenário global adverso
Quais são os objetivos centrais das políticas públicas adotadas pela quase totalidade dos 193 países membros da Organização das Nações Unidas? Em te

Aumento do imposto de importação já eleva preços dos celulares no Brasil
O aumento do imposto de importação sobre smartphones, oficializado pela Resolução Gecex nº 852/2026, já começa a gerar impacto no mercado. A alíquot

Reforma Tributária: a conta será mais pesada para MEIs e pequenas empresas
Os pequenos negócios são a espinha dorsal da economia brasileira. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) indicam

Cultura e gosto popular: entre a grande arte e o viral
Sinceramente, poucas vezes consigo me sintonizar com os pensamentos de Donald Trump - figura marcante no cenário político moderno e, como todo magna
Quarta-feira, 11 de março de 2026 | Porto Velho (RO)