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Silvio Persivo

Entra em campo o Sr. Inesperado de Almeida


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Que futebol são onze contra onze todo mundo sabe. E que é sempre possível que um time mais fraco ganhe de um mais forte também. A questão gira em torno das probabilidades. E daquele detalhe essencial: o gol. Porém, se ninguém, ou quase ninguém, acreditava numa vitória do Japão sobre a Alemanha, muito menos, parecia provável que, depois de um humilhante 7x0 aplicado pela Espanha em Costa Rica, que não jogou nada, seria possível ganhar dos japoneses. E foi o que aconteceu: o sr. Inacreditável de Almeida entrou triunfantemente no Estádio Ahmed bin Ali. O  técnico Luis Fernando Suárez da Costa Rica, como é comum quando se perde, mexeu na sua equipe colocando o zagueiro Waston para dar mais solidez na defesa e procurou ser mais ofensivo com Gerson Torres. O Japão, é verdade, dominou o jogo, com mais posse de bola (56%), 11 finalizações contra apenas 3 e 5 escanteios sem conceder nenhum. E daí? Só uma bola entrou no gol. E, por ironia, aconteceu com os japoneses o que aprontaram com a Alemanha: dominaram a maior parte do jogo e sofreram o gol. Os japoneses não tiveram os mesmos  que espaços que os alemães deram, desta vez encontraram um adversário fechado em bloco baixo e diante da necessidade de criar o espaço não souberam. As poucas vezes que chegaram na meta encontraram em Navas um paredão. O jogo, ao fim do primeiro tempo, cheirava a 0x0 porque ninguém acertava o gol. O técnico Moriyasu viu que precisava mudar e colocou Asano na vaga de Ueda e Hiroki na lateral-esquerdo no lugar de Nagatomo. Com isto, a seleção japonesa passou  a jogar com três zagueiros, repetindo a estratégia que deu certo com a Alemanha.  Funcionou bem, pois o time teve duas chances com apenas dois minutos, uma delas com Asano. Em ambas, Keylor Navas impediu o gol. Nos primeiros 15 minutos foram seis finalizações. Aos 16, depois de uma jogada individual, Endo foi derrubado por Borges próximo da área. Doan cobrou a falta, mas mandou por cima do gol de Navas. Costa Rica trocou dois jogadores para tentar equilibrar o jogo sem sucesso. O Japão continuou superior, mas sem efetividade. A retranca costariquenha desenhava cada vez mais o placar mudo. Até que, aos 35 minutos, o inesperado apareceu. Costa Rica conseguiu dar seu primeiro chute a gol nos dois jogos desta Copa. Fuller, que recebeu na entrada da área, finalizou colocando a bola nas redes de Gonda, que chegou a tocar na bola sem conseguir impedir o gol. O Japão foi para cima com tudo sem sucesso. Já nos acréscimos, Mitoma, depois de invadir a área e cruzou e a bola ricocheteou dentro dela até que Navas conseguiu defender. A vingança alemã veio de Costa Rica. O Japão pagou na mesma moeda: dominou e não fez os gols que precisava.

Quem teve isso foi Costa Rica. Aos 35 minutos, na sua primeira finalização no alvo na Copa do Mundo, a seleção costarriquenha chegou ao gol. Destaque contra a Alemanha, o goleiro Gonda falhou no chute de Fuller que garantiu o 1 a 0 para a Costa Rica, um duro castigo para os japoneses, que até tentaram reagir, mas não conseguiram vencer Keylor Navas.

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