Terça-feira, 17 de fevereiro de 2009 - 18h19
Por mais que a grande imprensa tenha minimizado a verdade é que, desde que, em junho de 2005, o deputado Roberto Jefferson, do PTB, denunciou a compra sistemática de parlamentares para servir ao governo Lula, no esquema conhecido historicamente pelo nome de "Mensalão", um político não conseguiu um efeito tão devastador quanto o da entrevista do senador Jarbas Vasconcelos à revista Veja. Afinal Jarbas não é um político insignificante nem um neófito. Já foi duas vezes governador do seu Estado e é um dos fundadores do seu partido e, ao contrário de Jefferson, não tem o intento de vingança nem é um homem que almeje muito mais do que já obteve na política. De fato, o que fez foi um desabafo de alguém que se cansou de ver o controle do Planalto s
obre o Congresso que dança sob a conveniência do lulismo deteriorando ainda mais os costumes políticos e se afastando da ética e do bem público que deve ser o norte da política.
Claro que não iria citar casos concretos nem dizer nomes, aliás, dispensáveis, porém, meteu sem dó o dedo na ferida que não é apenas do PMDB, que não é segredo para ninguém que se trata mesmo de uma confederação de líderes regionais, todos com os seus próprios interesses onde predominam as práticas clientelistas. Não é um apanágio do PMDB como explicou Vasconcelos, mas, de todos os partidos fisiologistas que usam os cargos como instrumento de prestígio político e se especializam na “manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral". Nem mesmo é novidade que "Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção." O que salta aos olhos é que o senador denunciou com muito mais veemência o clientelismo explícito do governo Lula da Silva que quer se perpetuar, à la Chávez, alargando o Bolsa Família, como bem disse Jarbas “O maior programa de compra oficial de votos do mundo”.
O que, de certa forma, motivou o desabafo é a geladeira em que colocaram um homem com a experiência de Jarbas Vasconcelos à margem da política nacional enquanto outras figuras menores, por serem coniventes com um sistema corrupto, não contribuem para mudar absolutamente nada para o país. A amargura do senador foi extravassada pelo fato de que considera inadmissível Renan Calheiros, depois de ser apeado da presidência por um escândalo, voltar a ser líder e Sarney que considera sem “compromisso com reformas ou com ética" ser guindado à presidência apenas por servir para manter os partidos numa relação essencialmente clientelística. Jarbas Vasconcelos não atingiu o PMDB, mas, uma estrutura clientelística e corrupta de manutenção do poder que quer se perpetuar. Jarbas Vasconcelos rasgou a fantasia de eficiência de um governo que tem sido excepcional em marketing e medíocre em resultados.
Fonte: Sílvio Persivo / www.gentedeopinião.com.br
silivo.persivo@gmail.com
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