Quinta-feira, 9 de novembro de 2023 - 11h05

Não poderia deixar de comentar
a vitória do Fluminense na Libertadores. Só deixei passar mais as emoções ainda
que, para os argentinos, a dor ainda seja muito recente. O problema real são as
paixões. De fato, neste ponto, concordo plenamente com Fernando Diniz, exceto
quando há um desnível muito elevado de qualidade, ser campeão é uma questão de
detalhe, de momento, de acaso mesmo. Então, mesmo que o Fluminense tenha sido
campeão, é preciso dizer que o Boca Juniors fez um excelente campeonato, se
formos analisar sob o ponto de vista de superação, fez mais até que o próprio
Fluminense. A questão é que os apaixonados não valorizam os que chegam, e,
aqui, vamos aumentar o espaço, os quatro semifinalistas, vistos sob o ponto de
vista de uma análise fria, já são vencedores. E, ainda em relação ao Boca, a
grande verdade é que foi um time muito difícil de ser batido, que foi
extremamente forte sob o ponto de vista defensivo. É claro que, quando se
exagera de um lado o outro fica debilitado. E mesmo tendo no ataque jogadores
da categoria de Merentiel, de Benedetto e de Cavani, que não fizeram muitos
gols, é preciso dizer, em favor deles, que as bolas não chegavam e, assim, não
há como fazer gol. E, se por um lado, muitos dizem que passou se arrastando é
esquecer o mérito, em primeiro lugar, de Sergio Romero, que pega demais, e
depois dos que fizeram os gols de pênaltis necessários para que avançasse. O
Fluminense chegou melhor, Chegou. Foi melhor na final. Foi. Mas, poderia não
ter sido. É verdade também que, pelo menos, nos últimos dois jogos, o Boca foi
favorecido pela arbitragem que deixou truncarem as partidas. Infelizmente os
árbitros, e suas escalações, estão sujeitas as decisões humanas e, até onde se
vê, coisas assim acontecem. Porém vale exaltar que foi um jogo digno de final.
Teve de tudo. O Fluminense fez um primeiro tempo predominante, mas futebol é
gol. Só fez um. Um gol de Cano, numa jogada ensaiada, perfeita. Porém o placar
não expressava o domínio que o time teve e, no segundo tempo, o Boca Juniors
começou se impondo e se impôs. Mesmo sem ter grandes oportunidades também. O
gol de empate veio de uma jogada individual de Advíncula. Aqui vale lembrar que
a LDU venceu o Fortaleza graças a uma jogada individual de Azulgaray, ou seja,
ambos demonstraram que o talento pesa. Inclusive no caso da LDU do goleiro. Não
importa. No futebol o que vale é o gol. E daí em diante, o jogo teve uma
ligeira superioridade para o time argentino. O Fluminense, no entanto, tem um
estilo muito próprio e, mesmo sem a bola, teve no final do jogo a ocasião de
fechar a partida que foi perdida num chute muito ruim. Veio a prorrogação e
nela o gol de John Kennedy. Um gol também de uma bela jogada, tudo se
encaixando à perfeição. Na comemoração Kennedy foi expulso. É um absurdo o que
o juiz fez. Muitos juízes fazem a mesma coisa. É uma coisa sem noção expulsar
um jogador por comemorar o gol. O gol, afinal é o maior momento do futebol, sua
razão de ser. Complicou. Fabra tratou de descomplicar. No fim, deu Fluminense
com méritos. E, devemos dizer que, claramente, foi uma vitória da arte sobre a
tática. Do talento sobre os esquemas. Podem dizer o que quiserem que Diniz tem
razão: futebol sempre será mais arte, mais técnica do que esquemas e força
física.
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