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Silvio Persivo

Martínez e Messi levam Argentina para a semi-final


Martínez e Messi levam Argentina para a semi-final - Gente de Opinião

Embora não se possa dizer que não houve emoção o jogo entre Holanda e Argentina foi apenas regular. Teve um primeiro tempo morno, quase sem criatividade, com bolas esparsas de perigos e os dois times brigando pelas bolas, principalmente no meu de campo. Até quiseram fazer marcações altas, de uma forma muito pouco eficaz. O jogo foi mesmo embolado e só quando foi se aproximando do intervalo começaram aos poucos, as aparecendo oportunidades. Mas, Messi, que puxava o jogo para si, não estava acertando, embora fosse quem mais se movimentava e tivesse chutado sem a capacidade habitual de acertar. Messi, porém faz diferença mesmo sem jogar o que sabe. E foi de um passe milimétrico dele que, aos 34 minutos, Molina aproveitou e com categoria, na saída do goleiro, deu apenas um leve toque para abrir o placar. No restante do tempo a Holanda não encontrou um meio de incomodar a meta de Martínez. Na volta do segundo tempo o jogo voltou a ficar igual com ambas as equipes procurando criar oportunidades. De efetivo uma cobrança de falta de Messi, que passou raspando a trave. Numa jogada, aos 25 minutos, de Acuña, Dumfries, infantilmente, o derrubou na área. Pênalti. Messi cobrou e converteu: 2x0. Neste momento a partida parecia liquidada. Futebol, no entanto, é uma caixinha de surpresas. Como se diz, normalmente, nas melhores peladas, só termina quando acaba. E o jogo continuou disputado e modorrento até que faltando sete minutos para o seu fim, depois de um cruzamento da direita para a área, Weghorst, bem colocado, numa ilha que a defesa argentina criou, de cabeça diminuiu e a Holanda voltou para o jogo. O acirramento levou a que Paredes, quase no fim do segundo tempo, chutasse a bola no banco dos reservas holandeses, que partiram para cima dele criando a maior confusão. O árbitro, sabiamente, não expulsou ninguém e somente deu um cartão amarelo para o meia argentino. Quando tudo estava para ser concluído, no último minuto, numa jogada ensaiada, em uma falta frontal, os holandeses mostraram sua malícia passando a bola na área para Weghorst empatar e  levar a partida para prorrogação. E nela, sem dúvida, a Argentina esteve melhor e quase conseguiu, em duas oportunidades, vencer o goleiro da Holanda com Lautaro Martínez, que desperdiçou, se assim que se pode dizer, porque as bolas pararam Van Dijk e Noppert. E, por ironia,  no último lance, Enzo Fernández foi acionado deu um chutaço que carimbou a trave. Messi, que  bateu o primeiro pênalti pela Argentina o fez com frieza, pela segunda vez, provando que é um jogador que, em qualquer ocasião faz diferença,  e, para a festa da empolgada torcida albiceleste, Emiliano Martínez defendeu as duas primeiras da Holanda, de Virgil van DIjk e Steven Berghuis. A Argentina converteu suas três primeiras e bastava Enzo Fernández fazer para acabar com o jogo. Não conseguiu ao chutar ao lado do gol. A quarta cobrança foi de Lautaro Martínez, que, implacável, balançou as redes para dar a classificação aos sul-americanos. A Argentina venceu sem brilho, mas com méritos inegáveis. 

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