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Silvio Persivo

O favoritismo e as probabilidades mudam com a bola rolando


O favoritismo e as probabilidades mudam com a bola rolando - Gente de Opinião

Antes da Copa do Mundo do Catar haviam 8(oito) equipes que eram consideradas favoritas. O Brasil, a Argentina, a França, a Bélgica, a Espanha, a Alemanha, a Inglaterra e a Holanda. Muitos sites até retiravam a Holanda e apostavam somente em sete. Nas oitavas de finais, no entanto, desta lista já haviam saído a Alemanha e a Bélgica. E nas quartas não chegou a Espanha. Depois foram embora também o Brasil, a Holanda e a Inglaterra, ou seja, dos considerados favoritos, e eram os melhores colocados no ranking a Fifa, só a Argentina e a França chegam as semifinais. E, hoje, continuam como favoritos para chegar a final. Tanto a França quanto a Argentina são considerados, não sem sólidas razões, os times mais fortes. O problema é que, num torneio rápido, de apenas sete partidas, uma partida ruim ou a incapacidade de fazer gols pode ser o diferencial entre a vitória e a derrota. Nesta Copa assistimos muitas partidas onde o domínio sobre o adversário, a quantidade maior, muitas vezes abissalmente maior, de passes e de posse de bola não deram o resultado esperado. E, aqui ressalto um detalhe importante, muito importante mesmo: a Croácia e o Marrocos são os únicos invictos entre os finalistas. A França é favorita? É, ao meu ver. Mas, não se pode subestimar o time de Marrocos, que, nos cinco jogos até aqui, tomou apenas um gol e contra! E fez 6! E enfrentando grandes equipes tanto que empatou com a Croácia sem gols, venceu a Bélgica por 2x0 e nos pênaltis derrotou a Espanha e ganhou de Portugal por 1x0. A França terá que jogar muito e contar com seus talentos como Mbappé, Griezman, Dembelé e Giroud num bom dia. Também, do outro lado, a Argentina é favorita? Tem Messi, que, se estiver num bom dia, pode mudar o jogo todo, mas a Croácia também, no máximo, leva um gol por partida e faz, pelo menos, um. Nas duas vezes que não fez também não levou nenhum contra a Bélgica e Marrocos. Empatou com o Japão e o Brasil de 1x1, mas eliminou os dois nos pênaltis. Ou seja, chegou até aqui com bom futebol e indiscutíveis méritos. Que não se espere que vá se entregar fácil para os argentinos. E, convenhamos, se trata de um jogo mais parelho, mais difícil do que o enfrentado pelos franceses (teoricamente, é claro). No entanto, há controvérsias. Por exemplo, a Bola de Cristal da Copa do Mundo é uma ferramenta preditiva desenvolvida pelo O Globo, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, que analisa as chances das seleções após cada jogo do Mundial, considera que para ganhar a Copa a Argentina (28,2%), seguida da França (27,2%) e, em terceiro lugar a surpreendente Marrocos (24%) e, por fim a Croácia (20,7%). Como se vê a distância entre as probabilidades é bem pequena. O risível é que, antes do jogo contra a Croácia, se apontava 77% de probabilidades do Brasil vencer!!! A questão é que, quando a bola rolar, vamos ver o que acontece. Não vejo favoritismo nenhum, embora veja a equipe croata como a mais madura e consciente desta competição. E Marrocos, para mim, a mais difícil de vencer. Mas, só quando a bola rolar iremos ver quem são os finalistas. 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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