Sábado, 3 de julho de 2010 - 14h16
Que se pode esperar de um time que jogou quase todo o tempo pior do que o outro e, no último minuto de uma prorrogação na Copa do Mundo, seu principal atacante faz um pênalti? Aliás, o faz para salvar, pela segunda vez, em cima da linha, com a mão o gol que desclassificaria sua equipe. Foi quase que automático, quase que sem intenção, tanto que Suarez foi expulso e saiu chorando de campo certo de ser o responsável pela desclassificação de seu time. Mas, os deuses do futebol, como se sabem, são caprichosos. E, para espanto geral, Asamoah Gyan, um artilheiro, um batedor de pênaltis quase implacável e um dos grandes nomes de Gana, bateu o pênalti com força. A bola estourou no travessão e não entrou. O olhar de Gyan, registrado pela câmera, seguiu a jabulani pelos céus como se seguisse também a despedida da equipe africana. E a predição, construindo o resultado imponderável, se fez. Quando o jogo termina nem mesmo o ato de coragem e de frieza de Gyan, o primeiro a bater e a converter para sua equipe, evitou que Gana, que teve a chance de encerrar a partida com o pênalti da prorrogação, perdesse por 4 a 2 nos chutes de onze metros. E o vilão, herói predestinado de uma partida épica, Suarez, o uruguaio que tinha posto as mãos na bola, salvando o gol, chorou como criança que reencontrasse os pais. Uma partida, sem dúvida, memorável tanto que o jornalista Paul Flechter, da BBC, afirmpou que “Nunca testemunhei um minuto como esse no futebol” e o fim do jogo com seu toque de vitória, de alegria e de tragédia produziu um dos mais espetaculares instantes da história do futebol de todas as copas.
A alegria dos jogadores da Celeste tornaram o final mágico, empolgante, até mesmo um remédio para os brasileiros que havia, poucas horas antes, visto sua seleção perder de forma tão canhestra. O fim também, o último pênalti convertido por “Loco Abreu”, foi uma pintura que reproduziu com muito mais classe e serenidade o pênalti que havia feito para o Botafogo quando ganharam o campeonato carioca. E verdade seja dita os uruguaios ganharam muito mais que o campeonato na medida em que honraram a determinação e o futebol. Impossível não dizer que Forlan, como sempre foi o mestre, não só fez de falta o gol de empate como ainda bateu e converteu o primeiro pênalti. Impossível também não exaltar o expulso Suarez que o grande nome de ataque do time esteve lá atrás salvando o gols inclusive no ato final com a mão. È a demonstração de um time que imprimiu respeito por sua determinação, por sua vontade de querer ganhar e superar suas limitações. De certa forma, mesmo sem um futebol exuberante, o Uruguai é o time pelo qual torcemos: um time que põe o coração nas chuteiras e faz uma partida virar uma epopéia. Não é a bola que faz o espetáculo, mas, os homens e no no Soccer City de Johannesburgo, os uruguaios foram espetaculares. Toda alegria, agora, é celeste!
Fonte: Sílvio Persivo.
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