Sexta-feira, 4 de novembro de 2016 - 20h57
É um sintoma positivo verificar que milhares de jovens pelo Brasil afora se prepararam para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), uma prova que pode garantir a entrada deles na universidade. Mas, é preciso avaliar que, atualmente, muitos que conseguem seu diploma não encontram espaço no mercado, ao contrário do passado quando um diploma era garantia de emprego. Qual a razão? São muitas, porém, entre elas o fato de que significativa parte dos que ingressam na universidade buscam poucas áreas em geral relativas ao comércio, administração, ensino, direito, saúde e engenharia. E, mesmo que o país não estivesse em recessão, não haveria vagas para tantos formandos, principalmente, tendo em vista que com a multiplicação das instituições privadas, ao lado da maior oferta das bolsas do Prouni e do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), de 2000 a 2014, a quantidade de instituições de nível superior exponencialmente. Resultado: um aumento substancial de novos formandos, pois, de acordo com o Censo do Ensino Superior, em 2014, um milhão de pessoas saíram das salas de aula. Em 2004, eram apenas 630 mil.
Que fazer? Em primeiro lugar há de se realizar o combate a uma ideia elitista de que diploma seja sinal de status e dinheiro, que, hoje, é mais importante. Já se observa um deslocamento de pessoas que verificaram ser muito melhor e mais lucrativo, por exemplo, fazer cursos técnicos. É preciso desmistificar a ideia de que, obrigatoriamente, ter um diploma é a forma mais adequada para se melhorar de vida. Talvez isto seja mais fácil de se verificar, por exemplo, com o curso de administração que, em 2014, correspondia a 30% dos concluintes. Ora, é impossível acreditar que existiriam empresas suficientes para oferecer vagas para todos. É claro que muitos acabam em subempregos. Mas, o caminho das universidades deve ser o de oferecer outras alternativas com o de, no decorrer do curso, pregar para os alunos o empreendedorismo. Pessoas com nível superior possuem muito mais condições de criar novos negócios e se, muitas vezes, não o fazem é por não serem preparadas para este fim. Também a universidade precisa diversificar seus cursos, oferecer novas oportunidades fora das áreas tradicionais. Hoje é comprovado que o número total de graduados de muitos cursos é superior ao que o mercado pode suportar. É preciso que as instituições de nível superior inovem, porém, o próprio aluno pode começar a buscar alternativas identificando áreas de interesse que, nem sempre, passarão pela graduação. E, se houver, certeza da escolha, da identificação, não é difícil de lembrar do caso de Bill Gates que largou a escola para se transformar no mito em que se transformou. Diploma, agora, mais do nunca, não é tudo.
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