Sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020 - 13h26

O IBGE divulgou hoje os
valores dos rendimentos domiciliares per capita referentes a 2019, para o
Brasil e unidades da federação, calculados com base nas informações da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e enviados ao
Tribunal de Contas da União (TCU). Esta divulgação atende à Lei Complementar
143/2013, que estabelece os novos critérios de rateio do Fundo de Participação
dos Estados e do Distrito Federal (FPE). Os rendimentos domiciliares são
obtidos pela soma dos rendimentos do trabalho e de outras fontes recebidos por
cada morador no mês de referência da pesquisa. O rendimento domiciliar per
capita é a divisão dos rendimentos domiciliares, em termos nominais, pelo total
dos moradores. Estes rendimentos são calculados para cada unidade da Federação
e para o Brasil, considerando sempre os valores expandidos pelo peso anual da
pesquisa. O Brasil registrou um aumento
do rendimento domiciliar per capita de R$ 1.438,67, ou seja, 4,78% a mais do
que o rendimento médio por domicílio de 2018, que foi de R$ 1.373,00
Vale ressaltar que o Estado de
Rondônia teve um rendimento domiciliar per capita de R$ 1.136,48, cerca de 21%
abaixo da média nacional, no entanto, quando comparado com outras unidades
amazônicas bem maiores, como Pará, cujo rendimento médio foi de R4 806,76 ou o
Amazonas, com R$ 842,08, apresenta uma situação bem melhor em termos de renda.
Na região somente Tocantins, com renda de R$ 1.055,60 e Roraima, com R$
1.043,94 se encontram no patamar acima de R$ 1.000,00.
Rendimento
nominal mensal domiciliar per capita da população residente, segundo as
Unidades da Federação - 2019
|
Brasil
e Unidades da Federação |
Rendimento
nominal mensal per capita 2019. |
|
Brasil |
R$ 1.438,67 |
|
Rondônia |
R$ 1.136,48 |
|
Acre |
R$ 889,95 |
|
Amazonas |
R$ 842,08 |
|
Roraima |
R$1.043,94 |
|
Pará |
R$ 806,76 |
|
Amapá |
R$ 879,67 |
|
Tocantins |
R$ 1.055,60 |
|
Maranhão |
R$ 635,59 |
|
Piauí |
R$ 826,81 |
|
Ceará |
R$ 942,36 |
|
Rio
Grande do Norte |
R$ 1.056,59 |
|
Paraíba |
R$ 928,86 |
|
Pernambuco |
R$ 970,11 |
|
Alagoas |
R$ 730,86 |
|
Sergipe |
R$ 979,78 |
|
Bahia |
R$ 912,81 |
|
Minas
Gerais |
R$
1.357,59 |
|
Espírito
Santo |
R$ 1.476,55 |
|
Rio de
Janeiro |
R$ 1.881,57 |
|
São
Paulo |
R$ 1.945,73 |
|
Paraná |
R$ 1.620,88 |
|
Santa
Catarina |
R$ 1.769,45 |
|
Rio
Grande do Sul |
R$ 1.842,98 |
|
Mato
Grosso do Sul |
R$ 1.514,31 |
|
Mato
Grosso |
R$ 1.402,87 |
|
Goiás |
R$ 1.306,31 |
|
Distrito
Federal |
R$ 2.685,76 |
A PNAD Contínua é uma pesquisa
domiciliar trimestral que capta informações socioeconômicas e demográficas em 211.000
domicílios, de 3.500 municípios do país. A pesquisa abrange todo o país, exceto
áreas especiais como aldeias indígenas, quartéis, bases militares, alojamentos,
acampamentos, embarcações, barcos, navios, penitenciárias, colônias penais,
presídios, cadeias, asilos, orfanatos, conventos, hospitais e agrovilas de
projetos de assentamentos rurais ou setores censitários localizados em terras
indígenas. As embaixadas, consulados e representações do Brasil no exterior
também não são abrangidos pela pesquisa.
A PNAD Contínua tem como
população-alvo os moradores em domicílios particulares permanentes. Não são
investigados os moradores em domicílios particulares improvisados, isto é,
aqueles que residem em edificações sem dependências destinadas exclusivamente à
moradia ou em locais inadequados para uma habitação.
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