Domingo, 23 de junho de 2013 - 11h53
Estava nos bares da vida e só tive oportunidade de assistir o fim do discurso de Dilma. Somente depois iria ler sua íntegra. Só comprovou que os políticos estão mesmo, cada vez mais, distantes de ter sintonia com o povo. Fora os xingamentos que lhe dirigiram a palavra mais suave que ouvi a respeito é que foi “um teatrinho”. Fico pasmo com políticos e jornalistas dizendo que foi bom. Não estranho tanto quando velhas senhoras e senhores preocupados com a situação acham que Dilma foi bem. Minha leitura é que foi um tiro n’água. Tudo muito arrumadinho, uma tentativa sem efeito de pegar carona no movimento que foi prejudicado pela falta de disposição real. O que ficou claro, para o analista atento, foi a preocupação eleitoral com 2014. Sem perceber que 2014 se esfumaçou com o movimento das ruas.
É até irônico a presidente falar como se ela não fosse parte do problema, mas, do alto de sua autoridade disse que não vai admitir violência! Há!Há! A violência é cotidiana e permitida institucionalmente e, enquanto ela falava isto, me surge um manifestante dizendo que “Será esta senhora a mesma que utilizou 52 quartos na sua visita turística a Roma, com recursos dos cofres públicos?”. Outro lembrou o excessivo número de ministérios e os acordos com os “faxinados do ano passado”. Mas, a resposta mais rápida foi dada na Barra, no Rio de Janeiro, quando o discurso foi acompanhado de vaias e acenderam e apagaram as luzes pedindo a saída de Dilma.
O discurso? O discurso foi aquele mesmo velho chavão de político. A fala de Dilma foi a de quem não tem responsabilidade sobre o que aí está, mas, teve alguns escorregões graves. O maior deles foi querer afirmar que os gastos exagerados e o superfaturamento com a Copa não tem recursos públicos. Depois enfiou os pés pelas mãos ao querer embaralhar no meio das reivindicações o seu desejo de importar os médicos cubanos. Mas, o menos perceptível, e mais grave, foi querer dizer que vai levar a lei de transparência para os outros poderes. É uma brincadeira sem graça para quem jamais abriu os gastos dos cartões corporativos e esconde até quem entra no Palácio. Depois a questão não é um punhado de vândalos nas ruas, mas, são os vândalos nos gabinetes. O problema maior mesmo é que nada mudou na sua postura. Não compreendeu, como os políticos não compreenderam até agora, que as coisas mudaram. A população nas ruas pede ações concretas, ou seja, é preciso recuperar a representatividade. E não será com esta atitude e discurso cansado que as coisas irão se acalmar.
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