Porto Velho (RO) quarta-feira, 1 de abril de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Silvio Persivo

Um jogo emocionante encerrou as oitavas de final


Bélgica e Estados Unidos fizeram o jogo mais equilibrado das oitavas de final. Equilibrado em termos, pois, a verdade é que o time belga é um conjunto muito melhor que os Estados Unidos, embora a equipe norte-americana tenha se desdobrado e mostrado uma disposição fora do comum para tentar continuar no torneio. A partida foi emocionante pela forma como ambos os times tocavam a bola e alternaram momentos de buscar resolver de qualquer forma  a partida com outros em que pareciam estudar o adversário, mas, não há como não ressaltar que a equipe belga é muito mais bem postada e mais agressiva e, no primeiro tempo, pois, mesmo sem ter conseguido ter mais posse de bola, no final os norte-americanos tiveram 53% contra 47%, só para se ter uma ideia finalizaram 27 vezes contra apenas 11 e tiveram 19 escanteios fazendo com que o goleiro Howard tivesse que realizar 18 defesas. Aliás, somente na prorrogação iria ser vencido duas vezes. Mas, convenhamos que, apesar de tudo isto, os EUA tiveram oportunidade de vencer e, se o tivessem feito, não seria um resultado estranho na medida em que a disputa foi equilibrada e se os belgas forçaram mais em algumas ocasiões sofreram contragolpes agudos que poderiam ter resultado num gol e na derrota.

O que poderia ter acontecido, todavia, não aconteceu. Depois dos noventa minutos regulamentares veio a prorrogação. E nela Marc Wilmots, o técnico belga,  trocou Origi por Lukaku. E deu certo, pois, logo aos dois minutos, Lukaku saiu do meio-campo e disparou pela direita até a área adversária tocando para trás. De Bruyne recebeu, limpou dois marcadores e deu um chute cruzado, no canto direito de Howard, por fim, vencendo a resistência e a forma milagrosa como antes, no mínimo, por três vezes havia salvo seu time. Com um 1x0 bem que os norte-americanos tentaram fazer seu gol, mas, não veio. O que veio foi, aos 14, a devolução de De Bruyne do passe que havia recebido de Lukaku e este de dentro da área, de primeira, fuzilou de canhota, sem chances para o goleiro. Os EUA reagiram partindo para cima e logo a um minuto do segundo tempo da prorrogação,  Bradley deu uma bola açucarada para Green invadir a área e chutar, sem chances para Courtois. Pelo menos duas vezes depois os norte-americanos estiveram perto do empate. Estiveram. A noite era belga e, apesar de todo esforço, só restou aos ianques reconhecer que a Bélgica foi melhor e bater palmas para seu goleiro que foi o grande nome da partida.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

Gente de OpiniãoQuarta-feira, 1 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Entre autopoiese e inteligência artificial: o que ainda nos torna vivos?

Entre autopoiese e inteligência artificial: o que ainda nos torna vivos?

O biólogo chileno Humberto Maturana, em parceria com seu compatriota Francisco Varela, formulou uma das mais influentes teorias contemporâneas sobre

As provocações de Carlos Alberto Brasil Fernandes

As provocações de Carlos Alberto Brasil Fernandes

Recebi do amigo Samuel Castiel o livro A Minha Visão de Mundo, do também médico Carlos Alberto Brasil Fernandes. Ao me entregá-lo, limitou-se a dize

Um manifesto pós-moderno: a alma contra a máquina

Um manifesto pós-moderno: a alma contra a máquina

O que me inquieta na cultura contemporânea não é a tensão entre o novo e o antigo. O antigo, afinal, guarda o prestígio da permanência; mestres como

É preciso soltar as amarras do Brasil

É preciso soltar as amarras do Brasil

Apesar da tentativa recorrente de dourar a realidade com indicadores reinterpretados ou leituras otimistas do cenário econômico, os fatos acabam sem

Gente de Opinião Quarta-feira, 1 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)