Sexta-feira, 24 de outubro de 2025 - 13h32

Antes mesmo de conhecer o mundo, as crianças aprendem a viajar por meio das páginas de um livro. Cada história lida é um portal para novos lugares, tempos e emoções — uma ponte entre o real e o imaginário.
A literatura infantil tem esse poder mágico, usar a imaginação na hora de ensinar, transportando pequenos leitores para universos onde tudo é possível e, ao mesmo tempo, plantar neles o desejo de descobrir o mundo fora das histórias.
Embarque em uma jornada pelos destinos e sonhos inspirados nos livros infantis, entendendo como a leitura desperta curiosidade, sensibilidade e o encanto de quem sabe sonhar acordado.
Histórias infantis criam mapas afetivos que a cozinha traduz. Se um conto fala de trilhas na floresta, coloque na mesa cores de folhas, frutas vermelhas e pão rústico que “cheira a cabana”. Se a aventura se passa ao mar, brinque com milho, coco e sucos cítricos, lembrando brisa e areia.
O objetivo é simples: transformar leitura em experiência multissensorial para ampliar o vínculo com o texto. Enquanto as crianças provam, pergunte quais cheiros combinam com a cena, que tempero faria o herói ficar corajoso ou que sobremesa celebraria a amizade do capítulo. Assim, a refeição vira passaporte: paladar, imaginação e memória caminham juntos.
Leve a história ao mercado de bairro: mostre temperos, cheire ervas e convide a escolher “os ingredientes do próximo capítulo”. Em casa, organize um piquenique temático. Para contos na montanha, prepare sanduíches de queijo, frutas desidratadas e chocolate quente.
Para jardins encantados, saladas crocantes, limonada com hortelã e biscoitos em formatos de estrelas. A cada mordida, conecte o alimento a um lugar do livro: “onde comeríamos isso?”.
O roteiro cabe no bolso, inspira conversa e desperta curiosidade geográfica. O resultado é leitura ativa sem cara de lição: a criança identifica regiões, climas e costumes usando o próprio apetite como guia.
Cozinhar trechos de histórias cria memórias fortes. Escolha receitas de cinco passos: pão de frigideira, espetinhos de frutas, bolo de caneca, manteiga batida no pote. Enquanto mexem a massa, incentive previsões (“o que acontece com a heroína agora?”) e fale sobre medidas, tempo e transformação — ciência discreta no cotidiano.
Para cada título, link um “sabor do lugar”: canela para vilarejos nevados, laranja para cidades ensolaradas, coco para praias. Finalize com uma “degustação narrativa”: cada um conta um momento favorito enquanto prova. O prato vira lembrança do capítulo; o capítulo, convite para a próxima receita. Viajar, aqui, é repetir o ritual.
Nem sempre dá para viajar, mas todo livro carrega um bilhete. Mapeie destinos no globo ou em um caderno: floresta, ilha, vila, castelo, cidade grande. Cole imagens simples, desenhe bandeiras e anote sabores que combinam com cada parada.
Em semanas corridas, leia um capítulo antes do jantar e prepare um “detalhe do destino”: chá aromático, fruta local, pão quentinho. Essa continuidade transforma pequenos momentos em série de viagens domésticas, fomentando a imaginação sem custo alto.
Com o tempo, a família cria um atlas próprio: páginas, pratos e lembranças formam trilhas afetivas que a criança reconhece e revisita — mesmo quando o livro volta à estante.
Escolher bons livros é tão importante quanto o ritual à mesa. Prefira lojas online de confiança que indiquem faixa etária, mostrem páginas internas e ofereçam troca simples. Busque títulos com texto que flui em voz alta e ilustrações que acrescentam sentido. Para agilizar a escolha, algumas lojas disponibilizam uma seleção de livros de literatura infantil organizada por temas (aventura, natureza, amizade). Assim, você alinha sonhos e educação sem perder horas comparando.
A curadoria certeira garante histórias que geram conversa, receitas possíveis e destinos imaginários inesquecíveis — tudo com materiais resistentes, letras legíveis e conteúdo que respeita a infância.
Defina um dia da semana para o “jantar viajante”: guardanapo colorido, trilha sonora discreta do “país” do livro e dez minutos de leitura antes de servir. Releitura vale — segurança e descoberta nascem da repetição. Anote a “frase do dia” em um caderno e cole uma foto do prato temático.
O registro cria linha do tempo de destinos e sabores visitados. Peça que a criança escolha a próxima parada; autonomia aumenta engajamento. O tom é leve, informativo e acolhedor: a mesa vira cenário, o livro guia a conversa e a cozinha transforma páginas em memórias. Assim, comer bem e ler melhor caminham lado a lado.
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