Terça-feira, 30 de dezembro de 2025 - 09h20

Se o mundo está à beira do colapso climático, o curta-metragem
CL[y]MATICS, do Coletivo Madeirista de Rondônia, preferiu falar uma linguagem
que qualquer um entende. Entre imagens orgânicas, ironia afiada e um olhar
crítico que dispensa obviedades, o curta transforma a urgência ambiental em uma
experiência sensorial e política — daquelas que ficam ecoando depois que a tela
escurece.
E não é só o clima que anda esquentando, neste final de ano, o filme vem circulando pelos festivais
internacionais e acumulando reconhecimento em territórios onde o frio é
intenso, mas o debate é quente.
Na Suécia, o curta integrou a programação do Festival Internacional de
Cinema de Lulea em novembro, estreando na 6ª edição consecutiva, evento que se
consolidou como um dos principais espaços nórdicos para filmes independentes de
todo o mundo. Avaliado mensalmente por um júri internacional, o curtametragem
esteve no radar para as exibições presenciais e sessões de Q&A do festival
diretamente de Luleå,em Norrbotten na
Suécia onde o gelo tem encontro marcado tradicionalmente com o cinema
autoral.
No Canadá, o reconhecimento veio em dose dupla. Em Toronto, CL[y]MATICS
foi indicado a Curta Melhor Documentário no Couch Film Festival, figurando
entre os 8 filmes favoritos do júri. A seleção não garantiu uma exibição
especial no evento do dia 30 de dezembro, mesmo assim se tornou relevante para
o ecossistema audiovisual contemporâneo.
Também em Toronto, o curta marcou presença no AltFF – Alternative Film
Festival, outro espaço que foge do óbvio. Distante da lógica tradicional de
premiações, o AltFF celebra aquele cinema que atravessa fronteiras estéticas e
conceituais — e CL[y]MATICS foi novamente indicado a Melhor Curta Documentário,
integrando o grupo de finalistas exibidos no evento trimestral do festival.
Entre o Ártico sueco e o circuito alternativo canadense, CL[y]MATICS
segue seu percurso como quem observa o mundo com um leve sorriso amazônico:
consciente de que não há neutralidade possível quando o assunto é clima,
floresta, rios e futuro. Um curta que não entrega respostas fáceis — mas faz
perguntas difíceis, com beleza, trilha sonora impactante e precisão.
Porque às vezes, para falar do fim do mundo, é preciso começar pelo
detalhe. E por que não, pelo rio Madeira?
CL[y]MATICS estrou online no Brasil em setembro, durante a última
Primavera de Museus - estreando também online no hemisfério norte, indo da
Suécia para o Canadá. Confira o curta e tire suas próprias conclusões:
https://miis-ro.org/19a-primavera-dos-museus
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