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Compre em Rondônia para fortalecer a economia


Compre em Rondônia para fortalecer a economia  - Gente de Opinião

Com a pandemia, ninguém tem a menor dúvida, que provocou o isolamento social, as empresas de Rondônia sofreram um duro golpe. Não há dados que mostrem o tamanho real do estrago, porém, se sabe que, somente em Porto Velho, mais de 4 mil empresas fecharam as suas portas. E, mesmo com a gradual abertura do comércio, os empresários se queixam de que as vendas tem sido menores do que esperavam e estão longe de retornar aos níveis de antes da crise do coronavírus. Isto torna ainda mais importante a necessidade de aumentar o nível da atividade comercial, em especial do que é produzido em Rondônia. Foi com este objetivo, aliás,  que foi lançada a campanha “Compre de Rondônia”, que visa, justamente, ressaltar que no nosso estado há produtos de excelente qualidade e, muitas vezes, desconhecidos da população, que acaba adquirindo marcas de outros estados. Em torno desta ideia estão unidos todas as entidades das classes produtivas, de vez que seus dirigentes sabem  que é preciso orientar aos consumidores e população em geral para que busquem fazer suas compras apoiando o comércio local. Acrescente-se que as pesquisas demonstram que, em nossa capital, por exemplo, 53% das pessoas estão dependendo, em parte do auxilio emergencial, que está saindo agora, e que deve melhora sensivelmente o desempenho do comércio. Nos outros municípios, a situação não deve ser muito diferente, de vez que todos passaram por momentos difíceis com a decretação de estado de calamidade pública. Afinal, o comércio sofreu um imenso baque durante a quarentena. Segundo as estatísticas existentes  o resultado obtido neste período foi o pior em 20 anos! E, mesmo com a pequena melhora que já se observa, os cálculos são de que mais de 700 mil empresas encerraram suas atividades no país. Assim com o retorno das atividades há uma esperança de que o comércio volte a florescer e quem sobreviver será beneficiado por uma concorrência menor. O duro mesmo é sobreviver. As empresas estão com sérios problemas de caixa e dificuldade de acessar o crédito, mesmo com o programa que o governo criou, mas, que, até agora, não foi capaz de beneficiar nem 9% das empresas que precisam de crédito. De modo que as opções de comércio podem se tornar menores ainda. Mesmo as grandes lojas de departamento, que puderam continuar funcionando por causa da estrutura online, sofreram baixas. As lojas Renner, por exemplo, anunciaram que vão fechar temporariamente suas lojas físicas e ela é uma das maiores cadeias da América do Sul. Quando olhamos para este ano, e verificamos que estamos no final de julho, a constatação inacreditável é a de que estivemos mais tempo em casa do que fora dela. O que isto impacta na pós pandemia. Ora, tanto tempo enclausurado não é normal. Existem, mesmo que as pessoas não percebam, danos sanitários e mentais que essa situação criou (quem não está cansado de ficar em casa, mesmo sabendo que é se fez necessário?), e o vírus modificou tanto o nosso cenário econômico que as previsões ficaram bastante difíceis de serem feitas. Mas, precisamos viver. E viver é ter atividade, sair, conviver, ter lazer e comércio à disposição. Uma forma de tornar isto mais fácil é prestigiar o comércio e os serviços locais. Precisamos fazer isto, com os cuidados possíveis, para que voltemos a ter um cotidiano normal. 

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