Sexta-feira, 1 de maio de 2020 - 09h03

Segundo
o terceiro relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mais de 436
milhões de empresas em todo o mundo podem fechar devido à crise gerada pela
pandemia de coronavírus. A OIT calcula
que 232 milhões de empresas de atacado e varejo, 111 milhões da indústria
manufatureira, 51 milhões de hotelaria e 42 milhões em outras atividades estão
em sério perigo de interromper suas atividades. Para o diretor-geral da OIT,
Guy Ryder. “Milhões de empresas ao redor do mundo estão à beira do colapso, sem
economias e sem acesso ao crédito. Esta é a verdadeira face do mundo do
trabalho. Se não forem ajudadas agora, simplesmente perecerão”, alertou em um
comunicado. A organização pede para que
as medidas tomadas em cada país para retomar a economia e que sejam baseadas em
um alto nível de criação de empregos e apoiadas “por políticas e instituições
trabalhistas mais fortes e sistemas de proteção social mais abrangentes e com
melhores recursos”. A OIT também aconselha uma maior coordenação internacional
dos pacotes de medidas de estímulo e iniciativas para aliviar a incerteza, de
modo que a “recuperação seja eficaz e sustentável”.
No
relatório, a organização prevê que no segundo semestre, devido aos
confinamentos e outras medidas para frear o contágio, deverá ser perdido 10,5%
das horas de trabalho no planeta, o equivalente a 305 milhões de empregos em
tempo integral (no início deste mês, a previsão era de 195 milhões). Por
regiões, a OIT calcula que a América será a mais prejudicada, com uma perda de
12,4% das horas de trabalho, seguida pela Europa, com 11,8%, enquanto as demais
superariam 9%. A crise tem especial impacto negativo na economia informal, da
qual vive mais da metade dos trabalhadores do mundo (2 bilhões dos 3,3
bilhões), motivo pelo qual a OIT estima que 1,3 bilhão de trabalhadores “correm
o risco iminente de perder as fontes de sustento”. No primeiro mês de medidas
de isolamento social, a OIT calcula que esses trabalhadores informais perderam
60% da renda, porcentagem que foi ainda maior na África e na América (81%) e na
Europa e na Ásia Central (70%).
Fonte:
Usina de Ideias com material de
origem da Agência EFE.
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