Sábado, 29 de novembro de 2025 - 09h39

Um grupo de mais de cem acadêmicos da
Universidade Federal de Rondônia (UNIR) tiveram que procurar atendimento médico
depois de jantar no Restaurante Universitário da UNIR (RU) na noite da última
quinta-feira (27), após sentirem sintomas de intoxicação alimentar grave
segundo o Centro Acadêmico de Medicina da Instituição. O caso está sendo
apurado pela Vigilância Sanitária e neste sábado os estudantes estão sendo orientados
a procurar a Unidade de Saúde localizada no bairro Mato Grosso, onde haverá uma
grande mobilização para atender as vítimas a partir das 10 horas.
Na tarde de
sexta-feira, (28), após receber denúncia da Associação de Docentes da Unir
(ADUNIR) e de professores, a Vigilância Sanitária de Porto Velho fez uma
vistoria no Restaurante Universitário da Unir e, na ocasião, constatou a
veracidade dos fatos a partir de laudos médicos apresentados por alunos. A
ADUNIR e os professores subsidiaram documentação junto à Vigilância Sanitária
que, em visita ao Campus, decidiu lacrar o RU.
Em
comunicado publicado às 14h41, a Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos
Estudantis (PROCEA) da UNIR informou que recebeu relatos de suspeita de
intoxicação alimentar entre estudantes e servidores do Campus de Porto Velho
após refeição realizada no RU na noite de quinta-feira, dia 27 de novembro e
que estaria tomando as providências. No mesmo comunicado a PROCEA solicita que
os estudantes e servidores que tenham jantado no RU na data referida e que
apresentem sintomas de intoxicação alimentar procurem os serviços de saúde para
atendimento o mais breve possível e que entrassem em contato com a Pró-Reitoria
para apresentarem informes sobre a situação para subsidiar ações de apoio e
cuidado.
Ocorre que o
comunicado foi alterado às 17h08, onde a PROCEA acrescenta que tomou outras
providências, como acionar a Vigilância Sanitária e solicitando que a mesma
realize vistoria técnica no RU o mais breve possível, com a emissão de laudos
técnicos. Muito estranha essa alteração do comunicado, pois a Vigilância
Sanitária já havia sido acionada pela ADUNIR e por professores, que nos enviou
a documentação relativa ao acionamento da Vigilância Municipal e,
provavelmente, o comunicado da PROCEA tenha sido alterado no momento em que a
Vigilância Sanitária chegou ao Campus. O que é também estranho é que, no caso
da contaminação da água na UNIR no mês de outubro de 2025, a UNIR não acionou a
Vigilância Sanitária e alega que no caso do RU a PROCEA acionou. Ficamos no
aguardo da documentação comprobatória de que a PROCEA efetivamente acionou a
Vigilância Sanitária.
Em aviso
amplamente divulgado nas redes sociais, o Centro Acadêmico de Medicina assim se
manifestou: “Todos os integrantes da comunidade acadêmica que quiserem estarão
recebendo atendimento médico especializado, com avaliação, orientação, suporte
e coleta de amostras para possível identificação do agente etiológico
responsável pelo surto. Peço aos colegas para massificarem essa informação nos
seus grupos departamentais por gentileza”.
“Montamos um
multirão de atendimento médico, com alguns professores do curso, com apoio da
SEMUSA, do LACEN, da Epidemiologia e Vigilância Sanitária Municipal, relatou um
acadêmico que preferiu não se identificar.
Em nenhum momento o Centro Acadêmico orienta os alunos a procurarem a UNIR em
razão de fatos já omissos
De acordo
com informações levantadas pelo Portal COLUNA DA HORA, o Diretório Central dos
Estudantes (DCE) e o Centro Acadêmico de Medicina foram essenciais no
levantamento do registro dos casos.
DESCASO RECENTE
Recentemente,
os estudantes da UNIR também tiveram patologias pela má administração da água
fornecida pela instituição federal. Na época, dezenas de acadêmicos passaram
mal estar após ingerir água no bebedouro do campus e, dias depois foi
descoberto que havia uma carcaça de animal morto na caixa d’água que abastece o
local.

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