Sexta-feira, 18 de novembro de 2022 - 12h19

Em um debate representado por quatro regiões do Brasil, o Colóquio de
Comunicação e Cultura na Amazônia Rondoniense (CANOAR) promoveu reflexões sobre
“Rotinas produtivas e precarização do jornalismo brasileiro”. A discussão sobre
este tema ocorreu nesta quinta-feira (17) na Escola do Legislativo, em Porto
Velho, e faz parte da programação do Colóquio que iniciou segunda-feira (14) e
irá até o sábado (20).
O professor e pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC) Rogério Christofoletti, a professora e pesquisadora da Universidade de
São Paulo (USP) Cláudia Nonato e a jornalista pernambucana Joana Suarez
trouxeram um panorama nacional do mercado de trabalho do jornalismo, em debate
mediado pela professora da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) Andrea
Cattaneo.
O CANOAR é uma promoção do Departamento de Comunicação da UNIR e toda a
programação pode ser conferida no site www.canoar.unir.br ou no instagram
@canoar.unir.
Sobre o debate
A convidada Joana Suarez, que atualmente trabalha com redações
virtuais, participou de forma remota. A profissional trabalha atualmente como
jornalista independente e conta que a busca pela qualidade de vida e a
distância dos ambientes tóxicos das redações fizeram com que ela buscasse esse
caminho, apesar da instabilidade de não possuir vínculos trabalhistas mais
seguros.
Joana Suarez apresentou as possibilidades e desafios impostos por
meio da realização do jornalismo independente. “Trabalhar como jornalista freelancer
abre a possibilidade de trabalhar em diferentes lugares do Brasil,
possibilitando a descentralização das informações que costumam circular
predominantemente nos grandes centros”, destacou a jornalista
pernambucana.
O pesquisador e professor na Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC) Rogério Christofoletti enfatizou que as péssimas condições de
trabalho interferem na produtividade e no resultado do trabalho jornalístico.
“Mais do que produzir, o jornalista busca a satisfação pessoal, justiça e
equilíbrio. Com a precarização e ameaças, geradas pela insegurança e pela falta
de proteção ao profissional, muitos jornalistas tendem a se resguardar,
interferindo diretamente na qualidade da apuração e no aprofundamento dos
fatos”, analisou o professor da UFSC.
A professora e pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (USP)
Cláudia Nonato retratou a realidade atual do jornalismo brasileiro, através de
dados estatísticos sobre representatividade de gênero e racial nas redações dos
veículos de comunicação. Além disso, a professora abordou sobre o aumento da
precarização desde o início do século XXI, com o surgimento de sites com
características noticiosas, mas produzidos por pessoas sem o diploma de
jornalista, quadro provocado a partir do maior uso da internet. Cláudia ainda
discorreu sobre outras mudanças geradas na rotina de trabalho, que provocaram
problemas de precarização da profissão, tais como o aumento das horas
trabalhadas, o acúmulo de funções e a necessidade de rapidez na circulação das
informações. Esse último fator contribui para a falta de checagem das
notícias.
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