Segunda-feira, 16 de março de 2026 - 08h25

O Dia Internacional
da Trissomia do Cromossomo 21 (T21) é celebrado em 21 de março, data que
representa a presença de três cromossomos no par 21. Instituída pela Organização
das Nações Unidas (ONU), a data tem como objetivo combater o preconceito,
promover a conscientização e ampliar oportunidades de inclusão, assegurando
direitos fundamentais como acesso à educação, saúde e trabalho.
Embora seja mais
conhecida como Síndrome de Down, o termo mais adequado é Trissomia do
Cromossomo 21 ou T21, pois descreve a condição genética real ao invés do nome
do médico. A condição não é uma doença, mas pode estar associada a
algumas particularidades físicas, cognitivas e de saúde.
O diagnóstico pode
ser realizado durante a gestação, por meio de exames de pré-natal. Entre as
características físicas mais comuns estão baixa estatura, olhos amendoados,
face achatada, dedos curtos e língua proeminente.
As condições de
saúde mais frequentes são atraso no desenvolvimento, cardiopatias congênitas,
problemas auditivos, visuais e na coluna, alterações na tireoide e distúrbios
neurológicos. O acompanhamento médico multidisciplinar é fundamental para a
qualidade de vida.
Na inclusão
escolar, pessoas com T21 podem apresentar Deficiência Intelectual, que pode
gerar dificuldades na aprendizagem relacionadas à linguagem, raciocínio lógico
e memória. Esses aspectos influenciam no processo de escolarização e tornam
essencial a adaptação de estratégias pedagógicas às necessidades individuais.
No processo de
alfabetização, existe o mito de que métodos baseados no reconhecimento visual
de palavras inteiras sejam mais eficazes. Pesquisas recentes indicam que a
instrução fônica, com ensino sistemático e explícito das relações entre letras
e sons, apresenta melhores resultados a longo prazo, mesmo que seja mais lento
e precise de mais repetição.
Outras orientações
pedagógicas incluem o uso de lápis mais grossos ou adaptadores, devido à
hipotonia muscular, dificuldade na coordenação motora fina. Na matemática use
materiais concretos, pois ela exige capacidade de abstração e raciocínio
lógico. Esses recursos ajudam a contextualizar e compreender.
Incluir não é
garantir a presença na sala de aula, mas oferecer condições necessárias para
que todos aprendam, participem e se desenvolvam. Conviver com pessoas com a
Trissomia do Cromossomo 21 reforça que a diversidade é parte essencial de uma
educação mais justa e que todas as crianças possuem necessidades educacionais
que devem ser respeitadas e atendidas.
(*) Luciana Brites
é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, mestre e
doutoranda em distúrbios do desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e
autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto
NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br
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